Breakfast at Tiffany

Descrições, opiniões, divagações, suposições, sensações, confusões, explosões

18

de
maio

REVOLTA

Não, não da para ter lucidez!
Assaltar uma velhinha, de 81 anos, que anda se apoiando nos muros, é o cúmulo da covardia.
O infeliz merece uma surra, daquelas de deixar marcas para o resto da vida. Para nunca esquecer o quanto é podre, miserável, degradado, descartável, o quanto suas tecidos, seu sangue e seus neurônios não valem nada.
Abaixo a hipocrisia dos Direitos Humanos, que se blindam em uma armadura de fantasiosas boas intenções (delas o inferno está cheio). Abaixo o discurso mediocre dos intelectuais pacifistas que baseiam suas posturas em teorias impraticáveis de uma sociedade utópica.
Que acabe a vergonha de ser vítima da impunidade, da inversão de valores, da crueldade acobertada pela falsa piedade.

18

de
maio

House….Dr. Imperdível

Não tem para ninguém….Dr. Gregory House domina. O médico é protagonista do melhor seriado de TV exibido atualmente. (e olha que adoro seriados e me viciei em Lost).
A série, exibida pelo Universal Channel, é tão imperdível que me impede de mudar a operadora de tv a cabo - queria assinar a Voce tv, mas não tem o Universal…não tem House, então no way!
House é um brilhante médico mal humorado, anti-social, sarcástico e manco, que por incrível que pareça, consegue ser charmoso. Seu trabalho é diagnosticar doenças aparentemente inexplicáveis. Com métodos nada convencionais, ele invariavelmente chega a um veredito e, quase sempre, salva o paciente. Ele odeia casos comuns, assim como manter qualquer tipo de envolvimento com os pacientes, uma antítese do Patch Adams.
O roteiro é muito bom, mas o que torna o seriado o melhor do momento são os incríveis diálogos e a interpretação magistral de Hugh Laurie, que tem colecionado premiações por sua atuação.
House é cínico e inteligente. Odeia a mediocridade e expressa suas controversas opiniões sem o menor pudor. O que poderia transformá-lo em irritante, no entanto, é o que o torna único e imprescindível. Suas tiradas sarcásticas são brilhantes demais para serem ignoradas ou repudiadas e dão profundidade dramática ao médico. A visão de mundo politicamente incorreta é um antídoto contra hipocrisa e demagogia.

Algumas pérolas:
"Todos mentem , viver com essas mentiras é o que nos torna felizes"
" A dor nos faz tomar decisões erradas. E o medo dela também".
" A humildade é uma qualidade importante … especialmente se você erra bastante "
Paciente em estado terminal sendo dopado divaga: Sempre quis saber o que há do outro lado…Resposta de House segundos antes dele fechar os olhos: NADA!

É genial. Os diálogos são frenéticos. As interpretações dos coadjuvantes são convincentes e garantem um contraponto à postura de House. Há o melhor amigo bonzinho, que se vê, aos poucos, respondendo à altura; a médica bem intencionada, ingênua e dotada de valores éticos e morais. Os confrontos com o médico são inevitáveis e as conclusões surpreendentes, muita coisa fica subentendida, nada é óbvio.
Aliás, fugir do clichê é um dos grandes méritos da série, que não segue, nem de longe, o padrão dos atuais concorrentes dramas médicos onde os protagonistas, retratados quase sempre como missionários abnegados, invariavelmente aprendem uma linda lição de vida com o paciente do dia ou se comportam como colegiais em envolvimentos amorosos com colegas.
Só resta desejar longa vida a Dr. House e esperar que os roteiristas continuem inspirados.
Médicos para todos os gostos
Acompanho seriados médicos desde a primeria temporada de ER, que foi sensacional na áurea fase dos doutores Ross, Mark Green e Benton e ficou sonso desde que tornaram a chata Abby Lockart personagem central. O ritmo era acelerado, sempre tinha algo emocionate acontecendo na sala de emergência. Os médicos eram carismáricos.
A série teve grandes momentos. Um dos mais marcantes teve como trama central um atirador que, após ser denunciado pelo Dr. Green por espancar o filho, mata meio mundo e persegue a família do médico. Baleado pela polícia, ele acaba no County, nas mãos do mais querido médico de Chicago. Ao ser levado para sala de cirurgia por Green, o paciente tem parada cardíaca. O elevador pára.
Sem o menor dilema ético, Mark Greem pega o desfibrilador, olha nos olhos do assassino e dá várias descargas no ar, totalmente ciente do que está fazendo. O fim é abrupto e chocante.
Não estou apoiando o ato em si. Seria uma discussão ideológica….Mas a sacada foi genial. Lembro de perder a respiração e vibrar. Bons tempos….que nada lembram a inossa temporada atual. A fórmula se desgastou, os personagens atuais são muito fracos…para ser sincera, abandonei a série há tempos, não consigo mais acompanhar….
Greys Anatomy não é das piores. Tem um elenco muito bom, uma narração bonitinha, uma trilha sonora legal. Mas o excesso de romances adolescentes me cansa. Sem falar nas rotineiras lições de moral que os médicos aprendem com seus pacientes…..eca!! Mas é assistível, não imperdível, mas assistível.
E tem o bad, bad Strong Medicine. Versão feminista produzida por Whoopi Goldberg, onde os mais fortes e destemidos personagens são mulheres e os homens não passam de bobinhos coadjuvantes. Uma médica latina, que conseguiu superar todos os preconceitos e dificuldades de sua condição é a grande heroina. Foi mãe adolescente, conseguiu criar o filho e estudar medicina e agora se dedica a defender os frascos e comprimidos (piada infame, mas não resisti) pacientes desfavorecidos, sempre vítimas dos ricos desalmados. Parece novela da Globo. chatinho…..
Em meio a esta concorrência, House é uma dádiva aos apreciadores de seriados médicos. E é bom, muuuuito bom!

18

de
maio

Caninos Brancos ….Tigres…. e o Ursinho Branco

Tento ler Caninos Brancos. Tento.. . não sei se consigo chegar ao fim sem entrar em depressão. Sem dúvida é uma bela história, mas….
Caninos Brancos é um lobo selvagem, único sobrevivente da ninhada de uma loba mestiça e seu bravo companheiro, um lobo experiente, sofrido e implacável com os adversários.
O autor narra com detalhes a sobrevivência na selva. Aliás, o termo sobrevivência nunca foi tão bem empregado. A vida selvagem é cruel. A natureza é cruel. Não há outro termo. Não que descobri isto agora, mas nas palavras de Jack London, tudo parece pior…talvez pela leitura mexer tanto com os sentidos, obrigar a criar a própria imagem dos acontecimentos e estampá-la no cérebro de forma tão pessoal.
Voltando..Filhotes morrem de fome, são vitimados para saciar a fome de outros. se matam para sobreviver.
Para quem tem uma ligação exageradamente forte com animais, como eu, é imensamente dolorosa esta consciência. A morte, na vida selvagem significa também vida. Dificil entender. Impossível não cair em prantos pela dor do porco espinho que é ferido mortalmente por um lince e tem sua agonia assistida pelo impassível Zarolho (o lobo pai), que aguarda o último supiro do animal para garantir a comida da loba e de seus filhotes…
E não há escolha..não matam por diversão, mas por necessidade….(oposto do ser humano)
Na vida selvagem, se morre com tanta facilidade, que a luta pela sobrevivência parece não ter tido importância. Não se morre de velho, se morre de vida. E durante a plena vida. Tudo foi em vão.
Impossível não se deprimir e refletir….Sempre ouvi referências belas das leis naturais. O clichê "Deus é a natureza" soa estranho quando enxergamos as leis naturais sem eufemismos, sem disfarces..
Seria esta fórmula o equilíbrio necessário para a vida selvagem? E se as fêmeas entrassem no cio apenas bianualmente….e as ninhadas fossem menores..e .todos fossem vegetarianos…e as plantas se multiplicassem em progressão geométrica….Não poderiam os animais morrerem todos de velhice???
Quem sabe um dia apresento um projeto para revolucionar a natureza? Não sou a Emília (Reforma da Natureza de Monteiro Lobato - muito bom!!!), mas tenho boas idéias! E sou pretensiosa!!!!!
Devaneios infantis à parte, sei que a história vai ficar pior…o pobre Caninos Brancos cairá em mãos humanas e sofrerá o diabo!!! Nada melhor que um ser bípede com um cérebro um milésimo mais desenvolvido para aterrorizar a vida animal!!!
Nem mesmo os que estão ao lado deles…
É o caso do ursinho alemão, Knut, rejeitado pela mãe e adotado pelo tratador. Ambientalistas queriam sacrificá-lo, pois ao crescer com contato humano perdeu a capacidade de se relacionar com outros ursos… Para a felicidade quase geral, sua vida foi poupada. Ele terá uma chance de viver. Seja como for, meio homem meio urso, meio selvagem, meio amparado.
E quem sabe, como ele reagirá? O livro A Compaixão dos Animais relata uma série de ações inusitadas aos mais desavisados. Entre elas, um urso que adotou um gatinho e divide sua refeição com o bichano. O caso é documentado. Que biólogo preveria este relacionamento?
Concordo que um zoológico não é o local ideal para um animal. Uma jaula é sempre uma jaula. Mas quem tem coragem de tirar a vida de algo tão fofo???


A visão do grupo ambientalista, com certeza, é baseda no modelo conservacionista ocidental, que considera o habitat natural o melhor lugar para os animais.
Também sempre defendi a tese. Me revolto com circo ou qualquer atividade que force animais a servir aos homens. Não gosto de zoológico. Sou contra comer animais, vestir animais, testar em animais, explorar animais comercialmente……A justificativa de que eles existem para nos servir me enoja, é absurda, repugnante.
A interferência humana sempre foi prejudicial. Mas….
Pensando na vida selvagem sem a lente fantasiosa de que todos serão felizes e contentes, de que os coelhinhos pularão alegremente e os leões deitarão preguiçosamente na relva para tomar sol, sem se preocupar em almoçar a zebra vizinha ou ser alvo do insolente leão do bando rival. E além de todas as incontáveis dificuldades a que serão submetidos em seu curto tempo de vida, ainda terão que se ver com os homens - sempre o pior dos inimigos - devastando seu habitat, caçando-os e matando-os por diversão (só mentes tacanhas e almas mediocres podem se divertir desta forma), capturando-os para fins exclusivamente benéficos à própria humanidade.
É muito tormento….
Gostaria de que todos pudessem ser cuidados, alimentados e morrer de velhice…e longe das jaulas.

Isto me remete imediatamente ao Templo dos Tigres.

Quem assite Animal Planet, já deve conhecer a história do monge budista da Tailândia, que cria tigres como gatos. É impressionante. Ele começou recolhendo animais doentes ou rejeitados e em pouco tempo formou uma família numerosa de tigres criados na mamadeira, que não comem carne, apenas uma mistura de farelos, fibras e ossos moidos de frango. Passeiam de coleira pela vila onde moram, brincam com os monges como gatinhos….Inacreditável! Quem imaginaria um comportamento destes em um animal selvagem….Seria uma capacidade e adaptação desconhecida até então?
O trabalho começou sem estrutura, os tigres ficavam em jaulas e não podiam ser devolvidos ao habitat, pois não tinham desenvolvido os requistos necessários a sobrevivência na selva. Hoje, conta com uma área aberta, um santuário ecológico especialmente construído para eles, onde vivem em tranqulidade, sem precisar caçar ou temer ser caçados. E mantêm a afeição aos humanos.
No programa, um biologo explicava que aquele modelo de preservação de espécies ia contra os principios ocidentais, pois incluia o relacionamento com humanos, mas garantia ser um exemplo válido. Se os animias estão bem cuidados, não estão confinados e nem são explorados para fins comerciais, gozam de boa saúde, por que não aplaudir a atitude do monge? Este documentário sempre me emociona. Acho lindo o relacionamento dos tigres com o monge…algo meio mágico, um exemplo de evolução da espécie humana ainda restrito a uma milionésima parte do contigente bípede pensante, e de como poderíamos ser úteis a eles.
Os animais selvagens criaram laços de ternura com o ser humano que os protege. Não vivem atrás de grades, não são obrigados a fazer truques ridículos..ouso dizer que são felizes!
Depois de acabarmos com o habitat natural deles, de os utilizarmos para tantos fins sem lhe dar chance de escolha, não seria digno agora oferecer um opção de sobrevivência sem o estresse das leis selvagens, com cuidados médicos, alimentação, dedicação?
É utópico, mas não custa sonhar…
A vida de um animal tem tanto valor como a do ser humano! É carne, sangue, mente, vida. Por que achamos que eles existem para nos servir? Por que nos damos o direito de come-los, usa-los para tudo? Por que somos melhores? Não somos..somos piores….

Em tempo, Caninos Brancos é um belo livro, vale a pena ser lido. O autor é Jack London. Pode ser encontrado em uma coleção de Pocket Books, da Martin Claret, bem baratinho..não tem desculpa para não ler!
E A Compaixão dos Animais é Kristin Von Kresleir, da Editora Cultrix. Ela escreveu também a Bondade dos Animais. São lindos, maravilhosos, emocionantes….

18

de
maio

Consciência adormecida

Novamente Vegetarianismo…
O texto não é meu,
É ótimo…

A fonte está devidamente citada abaixo

A carne chega às nossas mesas, empacotada numa embalagem colorida, estampando uma foto ou desenho do animal sorrindo, como se ele estivesse feliz com a marreta que esmagou seu crânio, a faca que cortou sua garganta e finalmente ceifou sua vida.
Com esse disfarce, quem come um frango, um porco ou um boi, dificilmente se pergunta como viveu ou como chegou até sua mesa aquele animal.
Se soubesse, certamente não comeria.
Após muitos dias, ou meses, a carne mantém sua cor vermelha devido à impregnação de produtos clorados, disfarçando-lhe a deterioração.
É questionável a afirmação daqueles que dizem sentir prazer pelo seu sabor. Novamente, outro disfarce, o da arte da culinária e dos temperos, mascaram seu sabor original de sangue. Não se come carne, como se comem os vegetais, senão através desses artifícios.
Afirmação semelhante é a de que o homem, atualmente, está preparado pra comer carne. Mas é levado em conta, que há todo um processo industrial e oculto, no processamento dos animais.
Entretanto, precisaríamos analisar se o ser humano, no estado evolutivo de suas faculdades intelectuais, morais, espirituais e físicas, está apto a caçar um animal por suas mãos, destroçá-lo com seus dentes, e comê-lo, ali mesmo, sem a ajuda da industrialização e da culinária.
Em épocas, ou lugares remotos, a afirmação é tão verdadeira quanto necessária.
Receosos de mudar seus hábitos arraigados culturalmente e abrir mão de seus "direitos" em detrimento do direito dos outros, o mais comum é as pessoas afirmarem que comem carne, justificando, porém, que o fazem muito raramente.
Aqueles que demonstram essa "boa-intenção" assumem inconscientemente, conflitos íntimos a esse respeito, como se evidencia na sua própria declaração, sugerindo que não é natural, mas algo que vai contra a parte mais profunda de nossa natureza, que é o desejo de não matar.
Justificativa contundente é alegar ser moral matá-los para alimento, abrindo caminho para a violência, a injustiça, e a falta de humanidade.
Crianças visitam empresas das mais diversas esferas, pois acreditam seus educadores, que essa interatividade pode aprimorar-lhes o seu desenvolvimento. Desconhecido é o fato de que alguma escola, em qualquer parte do mundo, tenha levado seus alunos para visitarem um abatedouro e conhecer todo o processo envolvido no abate.
Aqueles mesmos pais que justificam ser moral abater animais, em seu juízo perfeito, nunca deixariam seus filhos visitar essas empresas, pois sabem que isso poderia trazer às crianças, conseqüências psicológicas funestas.
Muitas pessoas que tiveram a oportunidade de presenciar um abate seornaram vegetarianas por não quererem mais ser cúmplices desse sistema.
E a sua consciência, continuará adormecida?

Rildo Silveira.
Para uma maior reflexão…
http://video.google.com/videoplay?docid=195777870900147944

18

de
maio

E dá para contestar uma diva?

Audrey e seu cãozinho yorkshire Mr. Famous, companheiro em vários sets de filmagens.

"Acho que um animal, especialmente um cachorro, é possivelmente a mais pura experiência que se pode ter. Ninguém, e até mesmo as crianças, a menos que sejam ainda muito pequenas, é tão pouco interesseiro, tão sem exigências. Eles apenas pedem para sobreviver, querem comer. São totalmente vulneráveis. E essa total vulnerabilidade é o que nos permite abrir totalmente o nosso coração para eles, o que é raro um ser humano fazer. Quem se acha tão fantástico quanto seu cachorro?"

A magnífica e inigualável Audrey Hepburn, inspiradora do título deste blog.
Audrey foi a personificação da elegância e da classe, a muher que eu gostaria de ser e que todas deveriam imitar (ah, como o mundo seria mais suave e elegante). Sofisticada sem afetação, graciosa por natureza, esbanjava simplicidade sem perder a o ar nobre de uma princesa de contos de fadas. Dona de apurado bom gosto e invejável senso de estilo, Audrey ditou moda como poucas e foi uma das mais queridas divas do cinema em todos os tempos. Descobriu a Africa muito antes de Angelina "rouba maridos" Jolie e jamais se utilizou das ações beneficentes como marketing barato.
Audrey protagonizou musicais e deliciosas comédias românticas na mais romântica era do cinema: A princesa e o Plebeu, Sabrina, Bonequinha de Luxo, Cinderela em Paris e tantos outros inesquecíveis filmes adoráveis de ver e rever centenas de vezes, estirada no sofá, com pipoca e Coca-Cola. Higiene mental em alto estilo!!!

18

de
maio

Papo descompromissado sobre super heróis

Invulnerabilidade, superpoderes…Ele é o máximo!!!!!!!

Papo totalmente sem pretensões sobre um tema, talvez, um pouco nerd.
Intelectuais de plantão e esquerdidas radicais vão protestar….
Mas, oras, só porque os super-heróis mais populares são americanos e fazem, de certa forma, marketing da cultura pop do american way of life, parece sacrilégio curtir a fantasia de que alguém totalmente abnegado e acima dos valores mundanos, trajados com as cores da bandeira americana, pode salvar o mundo….
Relaxem. A mim pouco importa… sempre gostei de super- heróis. Especialmente, de Superman. Se é para ser herói, tem que ser superman….invulnerabilidade, superpoderes, nobreza de sentimentos. O ser perfeito, super em todos os sentidos.
Os defensores do Batman usam o argumento de que o morcego teria maior mérito por não ser dotado de superpoderes. É um humano limitado, lutando contra o mal com o que pode.
Mas, sendo o super-herói uma criação da mente humana que exalta ao máximo o mito do herói, porque não querer mais, não exaltar exatamente aquilo que não temos….Além disto, Batman é movido por sentimento não tão nobre, a vingança pela morte dos pais. Não que vingança não seja até legal e faça um bem enorme ao ego, mas é um sentimento humano, fruto da mesquinha mente limitada dos seres normais. E se for analisar por esta ótica, Batman conta com um gigantesco patrimonio para bancar suas aventuras, é herdeiro bilionário….
Superman combate por missão. Superman é Kal-El, Clark é apenas seu disfarce patético. Ele sacrifica seu amor por Lois Lane (Lana não, por favor..) para salvar a humanidade, tem sempre um sorriso no rosto, salva gatinhos do telhado e nunca mente.
Por ser fortalecido pelo sol, seu envelhecimento é extremamente retardado, o que o faz carregar o fardo da perda. Sabe que vai perder seus entes queridos, o amor de sua vida. Guarda uma melancolia velada pelos dias que virão, mas não perde a nobreza e segue em frente.
Superman está acima do bem e do mal….Ele é a ilustração perfeita do inconsciente coletivo sobre divindades Bondoso, bonito, forte, invulnerável.
O cinema ajudou bastante a imortalização do mito. Basta olhar para Christopher Reeve com a capa vermelha, voando por Metrópolis para ter certeza de que ele é o cara! A personificação foi tão perfeita, que transformou-se em referência para os supermans seguintes. Basta comparar com o biotipo do Clark de Smallvile, Tom Welling, (que garoto lindo!) e do novo intérprete no cinema, Brandon Routh, de Superman Returns. Tão belo quanto Reeve, Brandon perde em carisma, mas não compromete o personagem, apenas reforça a tese de que Reeve foi o Super perfeito e ninguém vai superá-lo nem aqui, nem em Kripton…..
Legal também é o Homem Aranha. Alter ego de nerd Peter Benjamin Parker, Spider Man é um garoto tentando seguir o lema "Com Grandes Poderes Vêm Grandes Responsabilidades".
É um gênio que usa a força para defender fracos e oprimidos e carrega uma culpa eterna por não ter impedido a ação do bandido que matou seu tio Ben, quando utilizava seus poderes para ganhar dinheiro. Aprendeu que relegar as responsabildiades traz duras consequências.
No amor tem mais sorte e acaba casando com Mary Jane Watson. Não sei se tiveram filhos, mas me pergunto, se existissem, seriam eles aranhinhas?
E o que dizer da Mulher Maravilha???? Marcante referência da infância, quando existia o seriado de TV. Atire a primeira pedra a mulher na casa dos trinta anos que nunca fingiu ser a Wonderful Woman!!! A que nunca sonhou ter um avião transparente, empunhou braceletes mágicos para desviar raios imaginários, atirou a tiara bumerange na cabeça do irmão e roubou o varal da mãe para usar como laço inquebrável!!!!!!!!
Coisa boa de lembrar! Infância ainda sadia…..
Ah, Hollywood…façam o filme já! Uma geração inteira aguarda ansiosamente!

18

de
maio

Sinto raiva o tempo todo


A personagem de Sandra Bullock em Crash resume bem nesta frase o espírito deste começo de século. Raiva gerada pela intolerância, que é gerada pelo desconforto de viver acuado, com medo de tudo e de todos, na defensiva. Raiva que disfarçamos no convívio com quem não podemos ser verdadeiros por inúmeros motivos, mas que vem à tona quando o confronto é com meros desconhecidos ou ainda com quem é tão próximo que não precisamos fingir! Irônico não?
Estou sendo repetitiva…Já falei um pouco sobre isto no tópico anterior, mas assisti recentemente Crash e o tema voltou a minha mente. Sim, porque no meu entender o filme aborda mais do que racismo, relações humanas. E é dai que nascem as manifestações de intolerância e preconceito. Mas relações humanas são um tema complexo demais…humanos são demasiadamente complexos para o meu gosto…
O preconceito é muito bem retratado no filme. Diferente de todos os que já assisti sobre o tema, em Crash não existem vítimas, nem culpados. Não se trata de uma questão simples onde a mera defesa das minorias irá resolver …e acredito até que o problema não pode ser eliminado justamente por envolver o relacionamento humano, a dificuldade de lidar com diferenças, com o outro.
Como no filme, as manifestações acontecem de todas as partes e ninguém está isento. Repudiamos ver um negro ser insultado por sua raça, mas detestamos ser maltratados pelo chinês ou coreano que vende muamba e não fala nossa lingua. E em ambos os casos, com razão!
É difícil tratar deste tema sem pisar em ovos. É complicado escolher palavras para não parecer estar ofendendo um ou outro. E é difícil explicar que nunca é genérico. É sempre pessoal.
Ja vivenciei algumas experiências que me fizeram refletir de diferentes formas..Voltava para casa do trabalho por uma passarela escura e vazia uma noite quando vi dois adolescentes mal vestidos caminhando na direção contrária. Cogitei dar meia volta, mas o senso de politicamente correto e a ingenuidade me impediram. Lembro que pensei: são apenas crianças.
Fui assaltada! A raiva foi maior por lembrar que muitas vezes usei e defendi arduamente o discurso que não se julga ninguém pela aparência (no caso pelas vestes). Não se julga? Ainda não descobri a resposta, mas acredito agora que cautela é uma boa medida preventiva.
O que quero dizer é que nem todos os meninos que parecem ser de rua vão te roubar, mas uns vão. Então fique atento…
Assim nasce a intolerância. E é muito difícil ter discernimento para escapar da guerra fria civil - li isto em algum lugar e achei uma ótima definição. A agressividade se torna um escudo.
O grande mérito de Crash é mostrar que nenhum fato isolado deve ser parâmetro para abordar o tema. Tanto faz de que lado vem preconceito ou a humilhação. É tão errado ofender ou ser ofendido ou pelo rico, como pelo pobre; pelo branco ou pelo negro, asiático, deficiente, homoxessual, mulher ou homem, jovem ou idoso, religioso ou ateu (isto aliás merece um capítulo a parte). Pelo chefe que tem poder sobre seu emprego, como pela atendente do supermercado que não foi com a sua cara porque acha que você tem uma vida melhor que a dela ….
É uma cadeia onde um desconta no outro as frustrações da vida e a gente se sente com raiva o tempo todo…
Tão pouco devemos jogar para baixo do tapete sentimentos que parecem pouco nobres com um discurso demagogo que resulte em pérolas do tipo: não sou racista, mas quando alguém da sua família se envolve com um negro é diferente!! Patético não?
Descobrir qual o limite de nossa tolerância é difícil..Olhar dentro de nós e admitir a causa da raiva, do incômodo, é o primeiro passo para desmistificar a questão..Não que um tratado de psicologia resolveria, é simplesmente complicado….
Talvez por não conseguir visualizar e identificar o inimigo transferimos a indignação a quem é diferente. Pois então, onde estão as pessoas más e abomináveis? Aquelas que cometem atos de maldade extrema como colocar os pais em um asilo podre e nunca visitá-los? Aquelas que chamam a carrocinha para levar o cão doente e velho? Que dão golpes em aposentados? Que deduram o colega de trabalho pelo simples prazer de ver alguém na pior? Que cometem todos os atos repudiantes que acontecem diariamente?
Sabemos que estas pessoas existem e são a maioria. Caso contrário, por que existiria tanta tristeza, tanta maldade? Mas dificilmente os identificamos ou enxergamos. E muitas vezes estão extremamente próximas, mas no convívio social vestem máscaras de bons cidadãos…
E a indignação cresce, você perde a fé na humanidade e limita seu círculo de respeito e confiança a meia dúzia de pessoas…E você vive com raiva o tempo todo….

18

de
maio

Crônicas da educação perdida nas cidades sem alma

Manhã de domingo.Uma praça comum e graciosa com seus monumentos, sua história. Um senhor distinto, sentado em um dos bancos lê o jornal, enquanto alguns visitantes fotografam, tentando levar pelas imagens um pouco da paz e tranqulidade que o local inspira… Ao lado, um banco vazio nada convidativo a receber um ocupante - foi batizado pelos pássaros, habitantes mais que naturais das praças e com direito reconhecido em cartório de batizar quantos bancos desejarem. Buscando um breve descanso à sombra, um rapaz, integrante do grupo, ensaia sentar-se no banco vazio, mas um alerta o breca: - Ta sujo !!!! Não senta.
Acompanhando a cena, o distinto cavalheiro imediatamente se levanta.
- Senta aqui amigo! E sai andando com o jornal à tiracolo, deixando o banco livre para os visitantes.
O grupo é minha família e a cidade é Espirito Santo do Pinhal, interior de São Paulo - terra de minha avó materna, com tantas histórias de meus ancestrais e muitas lembranças de minha infância. O rapaz, meu marido…
Olhamo-nos estarrecidos. Acostumados a total ausência de gentileza, aquele foi o clímax de um espanto que somou-se a outras cenas inusitadas, raramente presenciadas em nosso dia-a-dia ao longo de anos. Que dirá reunidas em um único fim de semana…..
Atravessando a rua correndo, sem perder a pressa ignorante que nos move nas grandes cidades, não percebi que o sinal estava verde para os carros….Em vez de palavrões, ofensas e buzinas….o veículo parou e esperou que eu terminasse o ato de suprema falta de educação….Que vergonha para mim!
Aliás, o trânsito é onde a diferença de postura se torna especialmente marcante. É extremamente fácil e infinitamente menos desgastante se locomover em Pinhal. A gentileza é a tônica. Para-se para esperar o outro veículo em todas as situações possíveis…Inacreditável!!!
- Bom dia! - ainda é comum moradores cumprimentarem os forasteiros como se os conhecessem. Na verdade, é a nossa falta de educação rotineira que transforma esse ato em algo digno de virar post….
Na feira, comprei quejinho mineiro, daqueles que mantém o encanto do local no paladar durante a semana em que retornamos à vida em uma cidade grande. Compra realizada e paga, esperava meu pai e meu irmão barganharem, de lado, sem prestar atenção no que falavam. Desconto concedido, a esposa do vendedor me chama e devolve um real: - Tem que dar desconto pra moça também!!! O que é certo é certo!!!
E o que dizer da hospitalidade… Como entender o prazer de receber bem, de oferecer a própria cama com prazer sincero e a mesa farta quando não sabemos receber bem e muitas vezes, quando temos visita, não vemos a hora de retomar nossa rotina e ter o mínimo trabalho possível?
Segunda-feira pela manhã, a realidade dura e crua volta: viver em uma cidade grande e super povoada é desgastante e desestimulante. Tento conservar a aura de tranqulidade, mas tenho que sair correndo, tenho duas entrevistas em uma grande empresa.Trânsito, muito trânsito…A TV avisou: o PCC voltou a atacar e queimou ônibus, todo mundo saiu de carro.
A volta é mais díficil, o trânsito está piorando - como se fosse possível? Alguém buzina, o pedestre invade meu espaço e esqueço de retribuir a gentileza recebida no fim de semana, que já parece estar tão distante….Paro em uma papelaria, preciso de um caderno. Enquanto o vendedor me atende, uma senhora não tão distinta invade a conversa como se não percebesse que eu estou sendo atendida: Quero um papel com cor de menino e menina!!!
Ta louca? Sou invisível? Não ta vendo que cheguei primeiro? Espera a sua vez! - Já estou com com vontade de sair no tapa, mas deixa para lá….O dia vai ser longo. Vai ter criança tocando minha campainha enquanto tento trabalhar, cliente desmarcando entrevista, marmanjo maluco fazendo barulho e jogando futebol no salão do lado (de uma igreja, pasmem!!!) de noitinha, bem naquela hora que a gente quer um descanso, se desligar para esquecer como foi o dia!!!
Mas é assim mesmo, nas cidades que perdem a alma as pessoas se esquecem de que existe vizinho, existe o outro, esquecem de ser educadas. Claro que não são todos, alguns conservam as boas maneiras. Mas são tão poucos que a sensação se dissolve em meio ao caos urbano.
Como explicar ao senhor distinto que se levantou para ceder o lugar a ilustres desconhecidos que senhores e mulheres viajam de pé em transportes coletivos enquanto garotos e barbados dormem e babam nos bancos! Como ele reagiria ao ver a total selvageria que a multidão de passageiros do metro comete todos os dias empurrando e pisando em quem esta em seu caminho no desembarque na Estação da Sé????
Dirão os cosmopolitas que nas cidades pequenas é mais fácil ser educado, conservar valores, ser gentil. Que não estão expostos ao nivel de estresse em que vivemos…..Mas será só esta a diferença? Será esta a desculpa para perdemos a gentileza, a doçura, para transformamos nosso local de moradia em uma cidade sem alma….
Pode parecer preconceito, mas o acúmulo de gente, a mistura de culturas não seria também responsável pela perda de identidade e de valores de uma cidade? A desenfreada invasão de pessoas a um espaço que não comporta tamanha população não seria responsável por gerar a luta pela sobrevivência, descaracterizar a cidade, desumanizar as pessoas, gerar intolerância crônica?
Sei que não é um pensamento considerado politicamente correto, mas não cosigo entender como minha cidade perdeu sua alma, se tornou um lugar tão difícil e em muitos momentos desagradável de se viver….Falo de Santo André, ABC paulista, que mudou radicalmente sua paisagem em poucas décadas, onde o trânsito já é terrível, os ônibus vivem lotados, estacionar carros se tornou um martírio por não encontrar vagas, onde se rouba mais carros que em qualquer outro local do país…

Bendita seja Espirito Santo do Pinhal, onde se conservam histórias, costumes, valores, educação! Onde as pessoas são acolhedoras, honestas! Onde tantas lembranças da infância jamais se perderão, pois quando voltamos a cidade continua exatamente como a deixamos, com sua alma intacta….

 

 

18

de
maio

Gostosinho de assistir

Diquinha de cinema….


Elizabethtown foi uma grata surpresa. Gosto dos filmes de Cameron Crowe, mas sinceramente não esperava tanto deste filme envolvente e incrivelmente agradável de assistir.
Quem aprecia o gênero cinema "cabeça", realidade, denúncia, engajamento social, etc, etc, bla, bla, bla e bla passe longe, vai odiar. Mas no meu modesto conceito, cinema é diversão e obras como Cidade de Deus e outros do gênero são uma chatisse.Tenho realidade demais nos jornais e na rua. E se quiser mesmo ver "a vida como ela é" alugo um documentário…
Bom, a história tem várias vertentes: o enorme Fiasco profissional do personagem de Orlando Bloom, Drew Baylor; a morte de seu pai; seu envolvimento com a cativante Claire, interpretada pela senhora Spider Man Kirsten Dunst. Totalmente perdido emocionalmente e pensando em suicídio, ele viaja para Elizabethtown, cidade natal e derradeira parada do pai, com a missão de providenciar a cremação e "resgatar" suas cinzas dos parentes que o idolaravam.
Guardando em segredo sua derrocada profissional, Drew é recebido como uma referência de sucesso. Sem se dar conta do real sentido da perda do pai, ele vive dias que mudarão sua vida
Em tom de comédia dramática, o filme tem momentos inesquecíveis, como a conversa telefônica entre Claire e Drew, as aventuras da viúva, interpretada por Susan Sarandon, para driblar o luto e a magnífica sequência final. Aliás, um dos finais mais envolventes e perfeitos de que me lembro, daqueles que dá vontade de prolongar o filme por mais uma hora! E que te deixa de alto astral! Abaixo os finais infelizes!
Superior a Jerry Maguire, Elizabethown, é encantador. Talvez pela química entre o par central, talvez pelo cenário, ou, ainda pela deliciosa trilha sonora. Diferente de Vanilla Sky e bem mais interessante que Quase Famosos e Singles, que abordam exclusivamente o universo adolescente de música e relacionamentos, é envolvente e sensivelmente otimista.
Ah, depois de ficar chocada com o hiper estimado, pretensioso e nojento Closer, Elizabethtown lava a alma!!!
Assistam!!!!

18

de
maio

Rumual équissa

Como já disse em outro post gosto de futebol, mas não torço para a seleção brasileira há muitas Copas por inúmeros motivos….Após ser muito questionada, resolvi tentar explicar minha atitude antipatriota e presumidamente antipática.
Por mero destino, nasci aqui. Porém, não me orgulho de ser brasileira. Minhas raízes são meu pai e minha mãe. O resto é resto. Acredito que somos cidadãos do mundo.
Não tenho orgulho de ter nascido em um país onde a maioria das pessoas acha que ser patriota é vestir verde e amarelo e torcer para a seleção de quatro em quatro anos, mas não sabe o que é cidadania, não briga por seus direitos e quer sempre dar um jeitinho de não cumprir seus deveres
Não tenho orgulho de torcer para um time que tem mais de 90% de seus jogadores morando em outro país. Não vivenciam mais o dia-a-dia, os problemas e estão se lixando para os milhões que tanto torcem por eles . Que tem jogador que pede cidadania de outro país e falsifica documentos. Onde o goleiro reserva, de duvidosa competência, é agenciado pelo filho do coordenador técnico, além de outras maracutaias. Uma seleção que já foi representada por tantos outros que hoje vestem camisas de outras nações e cantam hinos de outras terras….E que são idolos e símbolos de sucesso por jogar bem futebol, enquanto tantos outros profissionais de diferentes áreas muito mais relevantes para a humanidade não são ao menos conhecidos.
Não tenho orgulho de um país em que se paga uma carga absurda de impostos, sem ter em troca nenhum serviço básico decente. Em que um aposentado tem que procurar um convênio médico "meia boca" porque não tem condições de pagar um plano de melhor nível devido aos aumentos abusivos praticados sem pudor e com conivência governamental e acima, de tudo, não pode contar com a rede pública, onde morrem pessoas na fila todos os dias por descaso e incompetência, onde não há vagas, as consultas demoram meses e a doença não espera…
Onde não há segurança. Por isto pagamos todos os anos fortunas em seguros, de carro, casa, de tudo… E vivemos com medo, acuados, enquanto bandidos ganham tvs novas para assistir os jogos da Copa.
Onde é preciso pagar escola particular se quisermos garantir uma boa educação para os filhos porque as escolas públicas deixam muito, muito a desejar. Escolas onde os professores não têm condições de trabalho. onde os diretores imploram a aprovação dos piores para se livrarem logo deles ou para mostrarem números positivos para seus superiores. Onde a falta de presença, de interesse é compensada com aprovação imediata e se perdem muitos talentos, desmotivados por conhecerem tão cedo a filosofia dominante em sua nação.
Onde a grande maioria dos estudantes que consegue vagas em universidades públicas estudou em colégio pago.
Não posso torcer para um país em que as leis permitem que um assassino confesso e julgado culpado aguarde em liberdade a realização de outro. E que provavelmente nunca cumprirá sua pena porque quando ela for efetivamente aplicada a lei dirá que ele não tem mas idade para ficar preso.
E em que uma jovem planeja o assassinato dos pais e fique em liberdade porque as leis proporcionam a advogados inescrupulosos inúmeras manobras que adiam infinatamente seu julgamento. E assassinos ganhem o direito de passar o dia das mães com o fantasma de uma pessoa que nem mais viva é, e enquanto isto matem, matem, matem…
Onde o crime compensa….
Não posso, não quero e tenho o direito de não torcer por um país que tem um povo que joga lixo na rua, nos rios, nos terrenos baldios; que não respeita lei de trânsito, que pára o carro em frente a garagem de outros sem o mínimo pudor….onde os pedestres preferem andar sossegadamente pelas ruas, esquecendo para que existem calçadas. E onde reclamar de tudo isso parace mera ranzinzisse.
Onde se dirige bêbado, causando acidentes e matando sem ser preso para aparecer em programas de televisão populares e medíocres, sendo absolvidos perante seus fãs e aclamados como idolos por cantarem músicas de mau gosto. E logo se esquece que um dia mataram alguém…..
Onde é normal incomodar, ser mal educado, fazer bagunça e se considerar a fina flor da humanidade, o melhor e mais querido povo entre todos…
–Ah, somos alegres, somos festeiros. Como disse uma vez Renato Russo: Somos alegres, mas não somos felizes. Não sabemos o que é viver plenamente, o que é ter os direitos respeitados, o que é cumprir leis. Esta alegria imensa, tão aclamada nos quatro cantos do mundo, é infinitamente falsa. Estamos rindo do que????????Temos motivos para rir???????
Não temos autorítica nenhuma para perceber que a o grande prestígio existe apenas nas consciências medíocres, que a tal alegria é na verdade sinônimo de baderna exótica. Por isto, os estrangeiros adoram vir para cá. Gostam de conhecer o tal país das festas, mas odeiam nos ter em seus países. Festa é bom na casa dos outros….
-Ah, somos solidários, recebemos todos bem. Solidariedade? Tente andar de trem ou metro em São Paulo e sentirá a solidariedade de empurrões de todos os lados. Pergunte aos idosos de pé que assistem marmanjos babando nos bancos se existe a tal solidariedade….Pergunte aos desempregados….
Brasileiro acha o máximo falar dos títulos de Copa do Mundo, de Carnaval….e se esquece que todos os dias, milhares de crianças estão no farol, perdendo a infância e a inocência, pedindo, implorando por uma ajuda que não mudará em nada seu destino…
Sinto vergonha de ver pela TV, na Alemanha, mulheres rebolando alegremente pelas ruas, com roupas vulgares, reforçando esteriótipo de sensualidade e promiscuidade, passando ao mundo uma imagem que não é a minha. E sou brasileira….merecia ser melhor representada….
A mídia põe fogo., os publicitários aderem. Ah, como é legal falar mal de argentino, rir da cara deles…como somos melhores que eles….Somos tão cidadãos fazendo isto. E nos esquecemos de aprender com eles como conduzir movimentos populares, que lá conseguiram impedir o aumento de combustível com um boicote, e provocaram a renuncia de um secretário de governo com manifestaçõess insistentes durante semanas após um incêndio em uma boate que não seguia regras de segurança; que as mães da Praça de Maio mantiveram durante décadas seu movimento. Ah, tivemos os caras pintadas, adolescentes impulsionados pela rede Globo que resolveram matar aula e fazer passeata nas ruas como na minissérie….
Não gosto de samba, não gosto de carnaval, não sou alegre e expansiva, não sei rebolar, não assisto novela da Globo nem de nehuma emissora, odeio sertanejo, Ivete Sangalo e tudo mais que apareça no mesmo programa. Não torço para o Brasil….
Eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem…que não passa por aqui….
* Grafia de rumo ao hexa, encontrada em muros do país do futebol, fruto da brilhante educação do país dos analfabetos funcionais seguidores do Galvão Bueno.

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