1
de
agosto
Frederico

Fredinho é meu protetor. Embora, coragem não seja seu forte, ele enfrenta qualquer um que tente se aproximar de mim sem sua ordem…
Fredy é um bebê desconfiado.
Foi encontrado por meu marido em uma das mais movimentadas avenidas de São Bernardo, em meio a trólebus, pessoas, sujeira e abandono, esperando a morte. Na época, era literlamente um bebê que, com certeza, foi jogado na rua por algum imbecil destes que povoam o planeta.
Cão que nasce na rua tem um certo jogo de cintura, se comporta diferente. Por pior que sejam suas condições, ele se vira como pode. Já um abandonado, fica como o Fredy….à espera da morte.
E tem sequelas. Fredy nunca será totalmente seguro, nunca confiará nas pessoas que não fazem parte de seu restrito circulo. Ele aprendeu cedo que o ser humano é capaz de ser muito cruel, te deixar morrer à mingua.
Meu marido conta, que quando se aproximou do filhote jogado na sarjeta uma senhora o alertou..não mexe que ele tá morrendo. É assim que a maioria das pessoas age…assiste a morte, mas não faz nada.
O que importa é que meu marido não é destas pessoas, ele tem a mesma paixão por animais que eu. E me deu o maior presente entre todos que poderá me dar na vida.
O pequeno chegou quando só tinhamos o Matheus, que como gentleman que é, acolheu Fredinho sem problema algum.
Fredinho cresceu muito, ficou um cão de porte grande, forte, saudável e muito bonito. Mas a carinha de bebê nunca mudou..nem o comportamento inseguro. Embora hoje, quase quatro anos depois, seja bem brincalhão, ainda vive ansioso, preparado para se esconder…Acho que ele tem mágoa do mundo e talvez nunca esqueça que já foi abandonado.
Isto torna ainda mais tocante o fato deste amarelinho símpático, com cara de cão de desenho animado ou série de TV, me defender com tanta convicção…
Fredy está sempre me olhando, vigiando meus passos e esperando minha atenção. Com frequência ameaça avançar em quem me tocar sem sua ordem; rosna com tristeza, fica sentido se leva bronca e quer sempre estar junto, colado.
É um caozinho bem calmo, não faz questão de brincar, de passear na rua. Tudo que quer é sossego…odeia visitas, novidades, movimentação. Quer paz e um carinho.
É de fácil manejo. Se comporta absurdamente bem no veterinário, toma remédios sem problema, deixa limpar as orelhas e ser banhado, neste caso não sem chorar um bocado. Adora vestir suéter nos dias frios e desfilar pela casa, seguro de que a rua está bem longe agora.
E é esperto! Fredy finge que não aprende o que tentamos ensinar para não ter que prestar contas de suas traquinagens, que na verdade, não são muitas. Ele simpelsmente se recusa a segurar o xixi. Faz onde da vontade, ou seja em qualquer lugar.
E ele sabe que é errado. Quando descobrimos a molhadeira, corre se esconder. Se a bronca é mais séria, se controla por uns dias, mas quando percebe que está tudo calmo, solta a torneirinha pela casa novamente.
Fredinho dorme encostado na gente, quase todo dia. Geralmente acordo torta e quando tento faze-lo ir para os pés da King Size ele desce, sentido, deita no chão com cara de desprezado….Mas volta rapidinho, orgulho de peludo dura pouco!


Comentário por soraia belintani — 2 de agosto de 2007 (17:42)
Ahahahaha…..meu Fredinho….que saudade!!!!!
Beijos cunhada!!!
Comentário por Rafa-El — 3 de agosto de 2007 (16:56)
“Mas volta rapidinho, orgulho de peludo dura pouco!” … conheço essa história. Se bobiarmos nossos filhos dorme conosco e ainda brigam por um pedaço do travesseiro. hehehe
Comentário por Giseli — 6 de agosto de 2007 (14:49)
beijão pro Fred. eu tenho dois agora, acabei de perder o terceiro…adoro meus bichos.