Breakfast at Tiffany

Descrições, opiniões, divagações, suposições, sensações, confusões, explosões

5

de
março

Amiga

Laika e euzinha bebê ainda. Prova irrefrutável de que sempre estive ao lado deles. Minha foto preferida, em todos os tempos….

 

Laika foi a primeira peluda da minha vida. Estava na família antes de mim e me ensinou tudo.

A cachorra mais doce que já conheci, tinha um olhar carregado de sabedoria, uma alma de mãe. Era paciente, amável, delicada, companheira. Me aceitou na matilha sem a menor cerimônia e cuidou de mim sem pedir nada em troca. Ela me ensinou a não ter medo de cachorro, a confiar na amizade sincera dos cães, a amar e respeitar espécies diferentes da minha.   

Viveu bastante…até morrer de velhice quando eu já tinha uns 11, 12 anos.

A notícia de sua morte é um daqueles momentos que a memória não consegue apagar. Cheguei da escola e meu irmão contou do nada, como quem não sabe o impacto que vai causar: Laika morreu.

Até nisto ela foi generosa. Não me deixou vê-la indo embora.

Ficou um vazio. Uma sensação de perda que sentiria tantas vezes e que ainda não aprendi a lidar.

Quem se dedica a um animal, sabe que que vai ter que lidar com sua perda. É quase uma certeza que torna este amor ainda mais forte.

 

Muitos vieram e continuaram me ensinando a amar, a cuidar, a ser amada. E tantos outros valores que só um cão pode te ensinar. Mas jamais deixei de sentir falta da Laika. Querida amiga.

Arquivado em: Bicho é tudo de bom I

2 Comentários »

  1. Comentário por Lile — 5 de março de 2008 (17:48)

    Holly…
    como eu queria ter uma historinha dessas pra contar! Mas na minha infância fui privada de muitas coisas, inclusive de animais de estimação. Hoje eu tenho, a minha primeira filhotinha. A partir dela só vieram coisas boas. Eita, amor imenso!
    Bjo

  2. Comentário por lucy in the sky — 6 de março de 2008 (13:49)

    Holly, o primeiro peludo a gente nunca esquece…
    Lembro do casal de pastores, que eram do meu tio, mas senti muito ve-los partir.
    O meu poodle Ringo foi o primeiro que eu fui “dona”. Foi embora aos 15 anos, depois de uma longa enfermidade, levando junto um pedaço do meu coração.
    Beijos.

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