10
de
março
Thuth or Dare
Um comentário do Edson, do Mude, me fez pensar sobre verdades absolutas.
Legal quando uma troca de mensagens te faz parar e pensar….
Bom, parei, pensei e conclui que mudei algumas verdades no decorrer da vida. Porém, existem outras definitvas que não devem ser mudadas. Nem hoje, nem nunca.
A moral da história é que precisamos de verdades. Com algumas delas estabelecidas já vivemos no quase caos. Imaginem em um mundo sem referências, sem padrões éticos mínimos….
Nada que controle o estilo de vida das pessoas, mas que breque os instintos maléficos do ser humano. Porque liberdade irrestrita pode ser linda na teoria, mas na prática, não funciona.
Sem convicções firmes sobre a vida que se leva, não se pode defender uma causa, fazer uma pequena diferença que seja no mundo. É preciso acreditar no que se defende, no que se ama. É preciso estar disposto a brigar por isto. É preciso ter paixão por seus ideais.
Please, não me chamem de fascista!
Minhas verdades absolutas e inquestionáveis.
Não se deve matar seres de quaisquer espécies a menos que o ato seja justificado por legítima defesa.
Não se deve roubar. Um pão ou toda uma nação, com o cartão corporativo.
Não se deve prejudicar ninguém para atingir suas metas.
Jogar lixo na rua, nos rios, nos terrenos é imoral. E ponto.
Não se deve ouvir som alto, se isto incomodar o vizinho - por mas que este ato lhe ofereça todo prazer do mundo. Ninguém é obrigado a ouvir o tipo de música que você ouve, principalmente se esta pessoa trabalha em casa ou se é 1 hora da manhã.
Todos os seres vivos merecem viver - não importa se você adora picanha mal passada ou é fanático por torresminho. Você pode viver sem.
Não se deve fazer ao outro o que não quer que seja feito a você . E não tem nada a ver com mandamentos - Não sou religiosa.
É errado subjulgar os seres por sexo, opção sexual, raça, crença, espécie, visão política, time de futebol, poder econômico, profissão, idade, etc, etc, etc.
Não se deve estacionar a frente de garagens - seja por um minutinho ou porque você acha que ninguém mora ali.
Trair fisicamente o marido/mulher/companheiro/namorada/noivo é errado - não importa a desculpa que você invente para não terminar o relacionamento antes de deixar a libido falar mais alto.
Qualquer tipo de crueldade/negligência com animais é desprezivel e repugnante. E ponto.
Josh Holloway é lindo. Esteticamente perfeito. Achar alguém lindo não é traição. Amo meu marido.
Adoro ganhar dinheiro. Mas sei muito bem quem é o dono de quem.
O Corinthians é o campeão dos campeões. E está eternamente dentro do meu coração.
Você é o que você come. E ponto.
Árvores são vida pura.
Lost é sensacional.
Cachorros são pessoas melhores. E ponto.
TV aberta é 90% lixo.
Ler de tudo te torna mais crítico.
Reality shows são compra e venda de dignidade.
Furar fila e chegar atrasado são atos de extrema falta de educação.
Comer de boca aberta é nojento.
Dirigir bêbado é crime.
Não nasci para acordar cedo. E ponto.
Não tô nem ai com sua vida, desde que ela não prejudique a minha e de seres que não podem se defender sozinhos. (Ou seja, não ligo se você quer trair seu marido, desde que não seja com o meu).
E ponto.
Verdades mudadas
Ser de esquerda não garante automaticamente ética e integridade. Na verdade, é tudo farinha do mesmo saco.
Não preciso ser hiper social para ser bem sucedida. O fundamental é ser competente.
Poucas amizades vão te acompanhar por toda a vida. A grande maioria delas vai virar névoa.
Nem todo chefe é um carrasco sugador. Muitos empregados reclamam demais e trabalham de menos.
Muitos clientes vão reconhecer seu trabalho. Nem todos querem te escravizar.
Nem sempre os bons recebem o que merecem e os maus são punidos. Você vai ver muitas injustiças e não vai poder fazer nada contra elas. Não existe justiça divina - se alguém tiver comprovação científica que ela existe e atinge todos, please fale agora ou se cale para sempre.
Vinícius de Morais não é o poeta que eu imaginava. O fanfarrão casou oito vezes e quer falar em fidelidade.
Madonna não está sempre na vanguarda. A broaca usa caso de pele. Morreu para mim, a vadia.
Tomar remédio e fazer terapia não é coisa de louco. Pode ajudar muito.
Brad Pit não é a última bolacha do pacote. Na verdade, ele é um grande mala.
Ficar não era legal. Ser adolescente não era legal, era estressante. Ser balzaca não é o fim do mundo.
Não tenho que gostar de todo mundo. E ponto.
Querer ficar com alguém até que a morte os separe não é antiquado e cafona. Passar a camisa do marido não é submissão ou vergonhoso.
Posso viver sem carne. E ponto.
Musica clássica não é chata.
Mudar o sofá de lugar pode ser legal.
Verão é sucks. O inverno é muito melhor
Nem todo americano é um ianque que quer deturpar sua cultura.
É legal rir de mim mesma.


Comentário por lucy in the sky — 11 de março de 2008 (13:14)
Holly, é muito dificil não generalizar. Dependendo das experiências que a gente passa com determinado povo, ou instituição, ser imparcial é quase impossÃvel.
Acho que eu dei sorte em conhecer espanhóis educados e sempre ser bem recebida todas as vezes em que eu estive lá.
E no Rio não temos a famigerada Telefónica (graças a Deus), pois já ouvi cobras e lagartos a respeito do serviço prestado.
Eu tenho muita bronca da Imigração americana. Eles te olham como se você fosse “una mierda” ou um terrorista em potencial. E os mais preconceituosos, por incrÃvel que pareça, são os funcionários hispânicos. Como eles estão em posição de “otoridade”, se acham no direito de humilhar quem vem do terceiro mundo. AI QUE ÚDIO!!!
O pior é que a gente tem que ouvir sem poder responder à altura, nem mandar praquele lugar, senão vai em cana por desacato ao cucaracha!
Pronto, generalizei também! Hehehe…
Beijos.
Comentário por lucy in the sky — 11 de março de 2008 (13:45)
Mais generalizações:
Há muito tempo atrás eu namorei um italiano que passava uma temporada no Brasil a trabalho. Conhecendo seus amigos italianos, fiquei chocada de ver como eles eram fofoqueiros e reclamavam de tudo e de todos. Bastava uma pessoa do grupo se levantar para ir ao banheiro que o resto já descia a lenha.
Pois bem, quis o destino que eu me casasse com um filho de italiano. Minha cunhada mora na Italia, casada com italiano.
Nas minhas idas e vindas para lá, conheci vários amigos deles. E percebi que TODOS eram igualmente fofoqueiros e reclamões. Acho que está no sangue…
Talvez nem seja por maldade, já que um fala mal do outro e vice versa e continuam amigos. É mais a necessidade de falar mesmo!
Portanto, se você conhece algum italiano que não reclame nem faça fofocas, cuidado! É uma excessão à regra!
Comentário por picida ribeiro — 14 de março de 2008 (21:29)
Nem todas as suas verdades, são minhas verdades.Ainda bemné rsrsr.
Mas temos verdades em comum. Maior das verdades: é sempre bomn ler o que voce escreve,
Comentário por TATIANA REZENDE — 16 de março de 2008 (19:50)
Holly, semana passada escrevi justamente sobre um dos pontos que você enumera em suas “verdades mudadas”: a submissão feminina. Existe diferença entre favor, agrado e submissão…