Breakfast at Tiffany

Descrições, opiniões, divagações, suposições, sensações, confusões, explosões

30

de
abril

URGH!

 

Este é um daqueles assuntos que faz desejar nunca ter nascido.

O cão e o "artista" sádico.

O Raposa postou e me deu um toque. O Marco também já tinha me falado sobre o tal Guillermo Vargas Habacuc, que, de uma forma ou outra, ajudou na morte de um cão, em algum lugar desta podre América Latina.

Na verdade, eu soube disto ano passado. Mas tentei deletar do meu cérebro, tamanha a maldade e podreira envolvida nesta história. É, às vezes eu tento deletar algumas coisas. Sabe quando o copo tá cheio demais e se pingar uma gota transbordará sobre uma superfície coberta de eletricidade, causando um curto circuito na casa, na rua, no bairro…. 

 

Parece que o cara tenta justificar o injustificável ato dizendo que a intenção era mostrar a falta de compaixão da sociedade com cachorros abandonados. Não tenho estômago para pesquisar sobre isto. Não tenho. Não consigo.

O fato é que ele permitiu que o cão morresse. E isto não tem perdão.

Quem tem boa intenção salva, mesmo que isto não seja o suficiente para te fazer virar notícia. Mesmo que ninguém saiba. Mesmo que isto não desvie a atenção da sua falta de talento.

Todos os dias, milhares de protetores tentam fazer a diferença com trabalho de formiguinha, conscientizando, enviando e-mai, arrumando lares para cães abandonados.  Isto sem a mínima publicidade, sem nenhum reconhecimento.

E um idiota que se considera artista, sacrifica a vida de um cão que ao invés de ter tornado martir, deveria e poderia ter salvo. Mas isto não seria notícia. Não chamaria a atenção para sua medíocre existência.   

Por isto, peço que assinem este abaixo assinado, mostrando indignação contra este sujeitinho.

 

E pessoalmente, rogo a praga que sofra tanto e morra da mesma forma que o  pobre animal.

Da próxima vez, expõe a mãe, cretino!

26

de
abril

A Austrália é a chave do jogo

The shape of things to come - 4×09 - 4ª temporada

 

Decididamente Lost me cansa.

Me cansa por me obrigar todas as semanas a tentar inventar adjetivos para descrever o quanto espetacular tem sido a quarta temporada.

Me cansa por roubar horas do meu sono, imaginando o que vai acontecer no próximo episódio.

Me cansa por dominar minhas conversas com o Marido todos os sábados (assisto sempre na noite de sexta).

E me cansa por ficar estressada só de saber que um dia vai acabar.

 

Brincadeiras e rasgação de seda à parte, eu sei que é só TV. Mas, é impossílvel não me maravilhar por saber que a fórmula não se esgota e que os roteiristas conseguem seguidamente me dar alguns dos minutos mais divertidos da semana.

Aliás, antes de Lost, eu jamais tive a curiosidade de saber quem eram os criadores, roteiristas, produtores e diretores dos seriados. No máximo, conhecia alguns diretores de cinema. E só.

Mas Lost trouxe, além de uma história dinâmica e completa - que envolve aventura, romance, drama, ficção, fantasia, suspense, comédia e até ciência - a possibilidade de interagir de muitas maneiras.  Não só completando a narrativa com os jogos de  realidade alternativa, podcasts oficiais, pesquisas variadas e esmiuçando cada episódio em busca de easter eggs, etc, mas também pela interação entre os aficcionados em inúmeras formas de debates virtuais. É TV, só TV, mas é diversão. É um jogo, um grande jogo. E seus idealizadores e realizadores - que se tornaram quase personagens da trama de tão presentes que estão para quem acompanha a série - sabem disto e levam tudo com um bom humor notável.  

 

Mas vamos ao post propriamente dito:

Fiz esta ladainha toda impulsionada pelo excepcional episódio The Shape of Things to Come.

 

 

Mais do que nunca, ficou claro que Michael Emerson roubou Lost para ele. O cara é O Cara. E Ponto.

Nem vou comentar sobre a atuação porque é indiscutível o domínio de cena que ele tem e já falei isto um trilhão de vezes - não só eu como um zilhão de blogueiros comentaristas - e apesar de não gostar de unanimidades, me rendo ao senhor dos olhos esbugalhados - onde você estava antes? e Emmy nele, please.

O mais impressionante, porém, é o carisma do personagem - aquele vilão que te faz entender seus motivos e até torcer para ele.

Ver este vilão, pela primeira vez, expressar um sentimento genuíno  foi impactante. Como impactante ao extremo foi a execução da Alex.

 

 

 

Juro que não esperava este desfecho.

 

Mas fica difícil eleger o maior acontecimento deste episódio.

Sem tempo para respirar, vimos a seguir a mais fantástica aparição do Mostro de Fumaça, vulgo Lostzila. Juro que pulei, gritei e esmurrei meu pobre Marido. E quero uma camiseta com a frase: Sou fã do Monstro de Fumaça.

A cena até me lembrou um trecho da versão estendida de As Duas Torres - quando os orcs fogem para a floresta e os ents acabam com sua raça.

 

 

E apesar de ter sido tudo muito intrigante e revelador (por isto amo Lost - você acha que entendeu, aí descobre que não entendeu nada e tem que ler nas entrelinhas para saber exatamente quais perguntas foram respondidas  - e sempre tem alguma resposta), apesar da performance de Ben, do flashfoward hiper explicativo a la Indiana Jones e identidade Burne, apesar do encontro sinistro entre Ben e Widmore, meu eleito melhor momento fica mesmo para o conglomerado de monóxido de carbono, meu novo personagem preferido!

 

E confesso que toda vez  que a mudavam o foco para a praia eu queria avançar o DVD. Que saco! Eu não tenho mais paciência para o Jack e para a Kate pagando de gatinha….A dupla perdeu espaço - pelo menos por hora - Dane-se o Jack, que morra de apendicite, não vai fazer falta. E a Kate-churrascaria com seu rodízio - Sawyer-Jack-Jack-Sawyer já encheu também.

Aliás, senti um climinha entre Sawyer - agora mais James do que nunca - e a Claire. Seria legal, já que a loirinha deixou de ser tão azeda na era pós Charlie. Isto aí, bonitão, a fila anda e a freckles já era.

 

Só explicando o título - Hugo solta esta frase logo no comecinho do episódio se referindo ao jogo War. E acho que não foi por acaso.  Talvez na Australia esteja a maneira de voltar à ilha…

 

Ps - esqueci da melhor frase: Ben para Sayid: Se sua dor se tornar raiva, ela nunca passará…

 

Já é quinta-feira?

Namastê!

 

25

de
abril

Notícia boa pra cachorro!

 

Cães paulistas estão em festa.

 

O Governador José Serra sancionou projeto que acaba com a matança indiscriminada de cães e gatos no Estado. 

A lei 12916 foi assinada pelo governador em 17 de abril e dispõe que os CCZs, Carrocinhas, Canis Públicos e Congêneres de todo o Estado de São Paulo, FICARÃO PROIBIDOS DE MATAR ANIMAIS SADIOS, sendo apenas permitida a eutanásia em animais que apresentem males ou doenças incuráveis, ou enfermidades infecto-contagiosas que coloquem em risco a saúde pública, devendo ser justificada por laudo técnico que ficará á disposição das entidades de Proteção Animal, e de todos. O poder executivo poderá desenvolver programa que vise o controle reprodutivo de cães e gatos e outras medidas como identificação e registro dos mesmos.
Os cães comunitários (aquele que estabelece com a comunidade laços de dependência e manutenção, embora não possua responsável único e definido) também estão protegidos e serão serão recolhidos para esterilização e registro, sendo posteriormente devolvidos aos locais de origem.

Quanto à questão dos cães com mordedura injustificada comprovada por laudo médico, estes serão encaminhados para programas especiais de adoção podendo somente ser sacrificados após o prazo de 90 dias de seu recolhimento.

 

E é bom dar nome aos bois!

O projeto é de autoria do Deputado Feliciano Filho (PV), também presidente da UPA em Campinas, uma ONG que cuida de 250 animais resgatados de Abandono e Maus Tratos: "A APROVAÇÃO DESSA LEI CONFIGURA-SE EM UM ATO HISTÓRICO, DIVISOR DE ÁGUAS E MUDANÇA DE PARADIGMA, POIS ACABA COM UMA PRÁTICA ARCAICA, INEFICAZ, CRUEL E DESUMANA, ALÉM DE ESTAR DE ACORDO COM O QUE É PRECONIZADO PELA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DE SAÚDE E COM O PRÓPRIO BEPA (BOLETIM DA SECRETARIA DO ESTADO DE SÃO PAULO)"

 

Obrigada, Deputado! Obrigada, Governador! - Terão meu voto até o fim dos meus dias!

24

de
abril

É hoje

 

Pronto. Já posso reduzir a dose de Prosac porque Lost volta hoje e amanhã já devo retomar meu entretenimento antidepressivo preferido.

 

E se diz à boca pequena que o retorno terá personagem novo!!!!

(Não entendeu? Veja os balões…)

 

Welcome to the war!!!

 

Namastê!!!!

 

24

de
abril

Sai zica

 

Quando vi a imagem de São Jorge se espatifar no chão, ontem, em missa realizada no Corinthians, gritei pro Marido:

- F#d#u! Vamos parar na quinta divisão agora!!!

Aí lembrei que não sou superticiosa.

Mas por bem ou por mal, vale mais a filosofia do meu acupunturista oriental, que conta que quando quebra algo em casa é porque a má sorte tá indo embora de vez!

 

Hoje vou descobrir!!!

 

PS - A ansiedade ainda me mata….não é hoje, é quarta que vem - dia 30/04.

 

22

de
abril

A mídia, o povo, e o nojo

Não é de hoje que abomino qualquer tipo de reality show. Considero este tipo de aberração um perigoso jogo psicológico que expõe características humanas que deveríamos nos envegonhar - tanto de quem assiste, como de quem é assistido.

Os programas abriram uma porta que deveria ter se mantido fechada eternamente. Depois de todo tipo de exposição, invadir a privacidade alheia deixou de ser politicamente incorreto. Comenta-se sem o mínimo pudor sobre intrigas, traições. Torcer pela derrota, pela vergonha, pela humilhação pública deixou de ser degradante. O pior lado da humanidade foi exposto, e o público vibrou, aplaudiu. De Big Brothers a mães e pais incompetentes, todos querem opinar sobre a vida de outros.

E a ficção perdeu a graça. O sadismo exige um caso real, com sofrimento real, não fingido. Um assassinato supostamente cometido pelo próprio pai e pela figura maléfica da madrasta que aterroriza e faz misérias contra suas enteadas, então, é o prato cheio para um senso comum estúpido e uma mídia desprovida de ética.

O que tem sido visto no caso desta pobre menina Isabella é um circo de horrores onde mídia e população se complementam na exploração de uma tragédia grega.

Mentes acéfalas em geral acompanham o caso como um reality show. Escrevem teorias, passam horas se deliciando com cada detalhe da desgraça. Disfarçada de solidariedade, a doentia necessidade de tragédia humana atingiu o ápice. Como vampiros, absorvem cada mínimo resquício de sangue para que o subcosciente se traquilize por aquilo não ter ocorrido com sua família, por não terem sido eles os autores do ato.   

Seja quem for o culpado, o crime é brutal e deve ser punido. Isto é óbvio. O caso é absurdamente trágico sobre todos os ângulos. E remete a posições contraditórias da sociedade.

Primeiro há a hipocrisia de concentrar toda indgnação em um único ato, esquecendo-se das inúmeras crianças vítimas de violência em todos os níveis da sociedade - e das crianças que já nascem jogadas do sexto andar - sem chance de futuro algum.

Por outro lado,  reforça a ideologia da esquerda cega brasileira, que justifica os atos bárbaros cometidos por pobres e os qualifica como vítimas do sistema, classificando atos criminosos de membros da classe média ou rica como piores. Sob esta ótica, se um playboy filhinho de papai comete um crime, ele merece punição maior do que um Champinha da vida simplesmente porque ele teve uma vida melhor do que a da maioria. Portanto, um casal classe média deve ser mais execrado do que um psicopata nascido na favela. Afinal, "a casa dele é mais bonita que a minha…."

Isto é justo? Na minha ótica não. A punição e a indignação devem ser semelhantes.

 

Uma investigação realizada sob um clamor popular tão insano corre o risco de pecar por vários aspectos e dificultar a punição por ilegalidades gritantes. Tamanha pressão compromete qualquer tipo de análise.

Enquanto desocupados em geral se divertem no canaval da irracionalidade, oportunistas fazem trilha sonora para a tragédia. Políticos, delegados e promotores se deleitam pensando na próxima eleição e a mídia transforma a mãe da garota em celebridade - exatamente como nos reality shows. Padres promovem shows e contabilizam o crescimento de seu rebanho. 

Fantasiado e acenando para as câmeras, o povo já decretou o culpado e exige suas cabeças. Aldeões pegaram suas tochas e montaram a forca. Enquanto pedem justiça e o mancham o nome da vítima com gritos similares aos das torcidas no estádio de futebol, riem como se estivessem em uma festa, felizes por terem encontrado quem culpar por suas vidas tão medíocres.  

Discutir se a culpa de tudo isto é exclusivamente da mídia é como perguntar quem nasceu primeiro - o ovo ou a galinha. Desprovidos totalmente de ética, racionaldade e até dos conceitos básicos de apuração jornalística, os meio de comunicação respondem ao apetite humano por comoção.

Exercem papel importante, mas não determinante. Esquecem o profissionalismo, tornando notícia o que pela teoria mais básica do jornalismo não é notícia. Como sempre, se furtam do papel crítico e comemoram os pontos de audiência, os jornais e revistas vendidos, os acessos ao site.  

Pobre menina. Já lhe tiraram a vida. Agoram vendem algodão doce em cima de sua tragédia.

 

Antes de tomar pedrada - não estou defendendo os assassinos. Seja ou sejam que forem, devem ser punidos como estão sendo punidos a Richitofhen e seus comparsas. o Maniaco do Parque, etc, etc, etc e como deveria estar sendo punido o Champinha (não passando férias em uma instituição que mais parece uma casa de repouso).

Qualquer comentário ofensivo como tenho visto em blogs que emitiram opinião semelhante será apagado e o IP identificado e denunciado. Portanto, histéricos desocupados, vão assistir o Datena e mantenham distância.

Meu blog, minhas regras .

 

Isto não se aplica aos comentaristas costumeiros deste blog, todos sempre muito civilizados.

 

UP - Após escrever este post, blovagando por aí encontrei este artigo extremamente lúcido. O outro lado, aquele no qual não queremos nos colocar.

16

de
abril

Quanto mais trash melhor

Do clássico O Retorno dos Mortos Vivos

 

Não posso evitar: adoro um filme trash e não me envergonho disto!

É do divertido Cinema Cafri, a melhor definição do peculiar gênero:
Trash- Filmes sem nenhum comprometimento com a realidade ou com a moral, muitas vezes de gosto duvidoso. Alguns se caracterizam por total falta que qualidade técnica, que pode ser intencional ou não, mas esta não é uma regra. Não confunda Trash com lixo, um filme Trash não é necessariamente ruim, apenas exige um estado de espírito que o permita enxergar a obra com olhos irônicos e sarcásticos o suficiente para saber apreciar um bom Trash. Poucas pessoas conseguem identificar o valor do Trash.
Se o filme tem Zumbis ele é trash, isso é quase uma regra, uma tara dos diretores, o morto-vivo é a representação máxima do trash.

Acrescentaria aos zumbis, insetos gigantes, invertebrados assassinos, legumes tomados pelo demônio e todo naipe de situações absurdas. Junte-se um roteiro descabido, atores em início ou fim de carreira e um orçamento desfalcadíssimo, o resultado só pode ser aberrações cinematográficas.

Entenda: o trash não é feito para desafiar sua inteligência. É uma mera quebra de paradigmas sem intenções intelectuais. Um medidor de sendo de humor.
Atualmente, há pouco espaço para o trash. Talvez a onda do politicamente correto tenha ajudado o gênero a perder o espaço. Ou, quem sabe, tenha sido a perda da capacidade de rir de si mesmo. A verdade é que os trashs de hoje são trash por acaso, não por intenção.
Exemplo é a tosqueira Serpentes à Bordo. Aquilo é trash puro. Com alto orçamento.

Desde Samuel L. Jackson, repetindo o tempo todo motherfuckerplaine, ao roteiro - para matar uma testemunha, traficantes enchem uma avião de cobras de todos os tipos!!!!!, é impossível levar a sério a narrativa, que acaba de se tornar o novo clássico do gênero! Divirta-se se quiser…

 

Outro que segue a linha trash por acaso é o remake A Névoa (The Fog) - Neblina engole misteriosamente um navio e os fantasmas dos tripulantes saem de suas sepulturas em busca de vingança - o que esperar de uma sinopse desta? Estrelado pela Shannon de Lost - Maggie Grace - e Tom Welling, o Clark Kent de SmallVille, tem atuações caricatas, zumbis, toneladas de mortes….

E parece que ex estrelas de séries correm maior risco de virarem referência em trash. Em A Praga, quem dá as caras é o chato ex-protagonista da muito muito muito chata Dawson´s Creek (não sei o nome dele e não me disponho a procurar no google, não vale a pena)
Veja que pérola: Todas as crianças do mundo entram em coma e acordam 10 anos depois - zumbis, claro - para realizar uma única missão: a completa aniquilação da raça humana adulta. Não espere respostas, não há nenhuma…

Mudando de série - para uma que já foi bem melhorzinha: ER. É dela o mocinho de um dos meus trash preferidos: O Retorno dos Tomates Assassinos (1988), continuação do não menos insano O Ataque dos Tomates Assassinos. O filme conta com hoje oscarizado e charmoso, mas sempre bem humorado George Clooney.em início total de carreira.

 

Excelente anti-depressivo O Retorno dos Tomates Assassinos é um dos ápices do absurdo cinematográfico, uma ode à criatividade. E nem preciso explicar porque legiões de tomates rolando pelas ruas e matando todo mundo é hilário, não?
Li recentemente que querem fazer um remake do clássico. E apelo: Não mexam no que já é perfeito!

E claro, não pode faltar o Monstro do Armário (1986), hit do Cinema em Casa, do SBT. Uma criatura bizarra – a melhor representação de mostro que já vi – atacava sem piedade, levando suas vítimas para um armário. Não lembro exatamente o porque, mas a criatura foi vencida por um tiozinho estranho tocando um instrumento musical qualquer.

 

A sessão do SBT era, aliás, um prato cheio para quem gosta do gênero. Reprisava quase mensalmente A Bolha Assassina, O Ataque dos Vermes Malditos e Alligator.

O gênero nos deu muitas pérolas – cada produção é um clássico com potencial à imortalidade: Ataque dos Morcegos, O Império das Formigas Gigantes, Abelhas Assassinas, Ratos a Noite do Terror, Malditas Aranhas, Madrugada dos Mortos e o supra sumo – aquele que deu origem à série: A Noite dos Mortos Vivos.

Quem nunca assistiu – e riu – com um destes, que atire a primeira pedra…

15

de
abril

Calmaria

 

Algumas imagens são muito mais representativas do que um conjunto de frases.  E em se tratando de paz, frases em demasia estragam a sensação.

 

Cães, campo,  uma montanha e meu marido (claro) são toda a paz que preciso.    

9

de
abril

3650 dias

 Tive sorte de encontrar você, que debocha do meu jeito de ser. De repente faz juras de amor. Me esquenta no frio, me refresca no calor.
A gente troca, a gente troca de lugar. A gente brinca, a gente brinca de brigar. Chora de rir, fica de mal, coisas de casal.

Engana-se quem pensa que é impossível ser feliz no casamento. Perde muito quem procura desculpas para não se comprometer.

Ta certo que tive uma sorte fenomenal. Casei-me com quem escolhi. E para minha felicidade, este alguém é um cara e tanto. Um homem em extinção, como alguém definiu uma vez.  Alguém bem melhor do que eu.
Claro que tivemos - e temos - problemas e vontades momentâneas de esganação recíproca. Mas, visto de cima, fica tudo tão pequeno, tão sem importância. Porque há de sobra momentos que superam de muito longe as crises e imperfeições normais a todos que têm sangue nas veias.

Há muito em comum.
Acho impossível manter uma relação sadia sem compartilhar valores fundamentais, sem andar em ritmos semelhantes e no mesmo caminho.
O Marido não só não se importa, como apóia, meu vício de ter e respirar cães. Seria impossível amar alguém que não amasse o que mais amo….
Não descredencia minha impossibilidade de matar qualquer ser vivo. Não faz piadas da minha opção alimentar de não comer carnes. Sente como eu cada maldade feita a um animal.  
O Marido é corinthiano e escorpiano. Chorou, como eu, o rebaixamento de nosso time. Conversa comigo sobre futebol como trocaria idéias com qualquer amigo, na mesa de um bar.
Há total intimidade e nenhuma formalidade. Você tem que poder ser 100% você perto de quem divide a vida. Não pode ter que fingir ou disfarçar.
Temos referências muito particulares, diferenças complementares, linguagem própria, história.
Másculo e atraente, aos meus olhos e aos de quem quiser apreciar (só apreciar, ok). Faz surpresas e ri do meu jeito de rir. Me enxerga como muher, me mima como criança. Me irrita, mas me amansa.

Tanto tempo junto nos ensinou como redescobrir muitas e muitas vezes um ao outro.  E nos transformou em pessoas melhores.
Nestes dez anos, me apaixonei várias vezes…pela mesma pessoa, pelo que somos, pelo que podemos ser.
E é ótimo dividir a vida com a pessoa que mais gosto de conversar, com quem mais tem a capacidade de me fazer sentir bem, com quem escolheria, entre todas as pessoas do mundo, para passar a eternidade.

E assim o 12 de abril de 1998 se tornou o dia que dividiria a história, a nossa história. Dez anos sem passar um dia sem se falar, sem conseguir ficar mais do que uma semana separados.

Se é difícil lembrar como era a vida sem ele, é impossível imaginar o que seria de mim agora se tivesse aberto a porta errada.

Por isto, abro exceção em minha palavras quase sempre ácidas, contundentes, descrentes, corrosivas ou sarcásticas, para ser doce e abusar do sentimentalismo.

Obrigada, meu amor!

8

de
abril

Você percebe que deixou de ser filha

Quando reclama para a mãe de uma dor ininterrupta e desagradável, apontando na altura do rim, e sua mãe sem ao menos virar a cabeça para olhar onde doi, retruca impaciente:

- Isto não é nada. Eu também tenho.

E passa dois dias sem te ligar para saber se você está viva, foi internada com apêndice suporado ou está inconsciente devido ao abuso de Vicodim (analagésico derruba leão).

 

Neste ponto, você tem certeza absoluta de que sua mãe abdicou da função maternal para se tornar avó.

 

E caramba… não estou com ciúmes. Só documentando uma constatação.  

E refletindo que será bom, pois deixar de ser filha me livra de uma série de obrigações morais, formais e banais.

 

Enfim, livre!

 

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