9
de
abril
3650 dias
Tive sorte de encontrar você, que debocha do meu jeito de ser. De repente faz juras de amor. Me esquenta no frio, me refresca no calor.
A gente troca, a gente troca de lugar. A gente brinca, a gente brinca de brigar. Chora de rir, fica de mal, coisas de casal.
Engana-se quem pensa que é impossível ser feliz no casamento. Perde muito quem procura desculpas para não se comprometer.
Ta certo que tive uma sorte fenomenal. Casei-me com quem escolhi. E para minha felicidade, este alguém é um cara e tanto. Um homem em extinção, como alguém definiu uma vez. Alguém bem melhor do que eu.
Claro que tivemos - e temos - problemas e vontades momentâneas de esganação recíproca. Mas, visto de cima, fica tudo tão pequeno, tão sem importância. Porque há de sobra momentos que superam de muito longe as crises e imperfeições normais a todos que têm sangue nas veias.
Há muito em comum.
Acho impossível manter uma relação sadia sem compartilhar valores fundamentais, sem andar em ritmos semelhantes e no mesmo caminho.
O Marido não só não se importa, como apóia, meu vício de ter e respirar cães. Seria impossível amar alguém que não amasse o que mais amo….
Não descredencia minha impossibilidade de matar qualquer ser vivo. Não faz piadas da minha opção alimentar de não comer carnes. Sente como eu cada maldade feita a um animal.
O Marido é corinthiano e escorpiano. Chorou, como eu, o rebaixamento de nosso time. Conversa comigo sobre futebol como trocaria idéias com qualquer amigo, na mesa de um bar.
Há total intimidade e nenhuma formalidade. Você tem que poder ser 100% você perto de quem divide a vida. Não pode ter que fingir ou disfarçar.
Temos referências muito particulares, diferenças complementares, linguagem própria, história.
Másculo e atraente, aos meus olhos e aos de quem quiser apreciar (só apreciar, ok). Faz surpresas e ri do meu jeito de rir. Me enxerga como muher, me mima como criança. Me irrita, mas me amansa.
Tanto tempo junto nos ensinou como redescobrir muitas e muitas vezes um ao outro. E nos transformou em pessoas melhores.
Nestes dez anos, me apaixonei várias vezes…pela mesma pessoa, pelo que somos, pelo que podemos ser.
E é ótimo dividir a vida com a pessoa que mais gosto de conversar, com quem mais tem a capacidade de me fazer sentir bem, com quem escolheria, entre todas as pessoas do mundo, para passar a eternidade.
E assim o 12 de abril de 1998 se tornou o dia que dividiria a história, a nossa história. Dez anos sem passar um dia sem se falar, sem conseguir ficar mais do que uma semana separados.
Se é difícil lembrar como era a vida sem ele, é impossível imaginar o que seria de mim agora se tivesse aberto a porta errada.
Por isto, abro exceção em minha palavras quase sempre ácidas, contundentes, descrentes, corrosivas ou sarcásticas, para ser doce e abusar do sentimentalismo.
Obrigada, meu amor!


Comentário por Natália — 10 de abril de 2008 (14:42)
Que linda e diferente… a forma que vc escolheu p/ relatar a sua relação tão duradoura. Parabéns!! Hoje em dia é raro as pessoas suportarem as diferenças e fazerem delas aliadas para mater um casamento.
Ah! Adorei a foto do seu boicote à s OlimpÃdas de Pequim..é isso aÃ!!!!
Beijos
Comentário por picida ribeiro — 13 de abril de 2008 (14:23)
Viver uma história assim, é mais que um premio milionário de loteria.
Eu acredito em amores assim, relacionamentos assim. Vivo uma historia assim há quase trinta anos,e acredite quem quiser, ainda sinto frio na barriga quando ele chega de repente, ainda me arrepio quando ele me fala ao ouvido. Parabéns.Felicidades
Comentário por kelly — 13 de abril de 2008 (19:54)
Oi! que legal que vc teve sorte e encontrou aquilo que o povo chama de tampa da panela rss! a minha tampa nao apareceu ainda, tenho medo que ele esteja amassado por aà e quando eu o encontrar ele não se encaixe mais comigo por causa dos amassadinhos… rsss otm semanaa! bJx t_+
Comentário por Cansei de se abduzida — 14 de abril de 2008 (1:12)
Isso mesmo.. tem que dar valor ao amor!!
beijos.. te cuida bem!