26
de
abril
A Austrália é a chave do jogo
The shape of things to come - 4×09 - 4ª temporada
Decididamente Lost me cansa.
Me cansa por me obrigar todas as semanas a tentar inventar adjetivos para descrever o quanto espetacular tem sido a quarta temporada.
Me cansa por roubar horas do meu sono, imaginando o que vai acontecer no próximo episódio.
Me cansa por dominar minhas conversas com o Marido todos os sábados (assisto sempre na noite de sexta).
E me cansa por ficar estressada só de saber que um dia vai acabar.
Brincadeiras e rasgação de seda à parte, eu sei que é só TV. Mas, é impossílvel não me maravilhar por saber que a fórmula não se esgota e que os roteiristas conseguem seguidamente me dar alguns dos minutos mais divertidos da semana.
Aliás, antes de Lost, eu jamais tive a curiosidade de saber quem eram os criadores, roteiristas, produtores e diretores dos seriados. No máximo, conhecia alguns diretores de cinema. E só.
Mas Lost trouxe, além de uma história dinâmica e completa - que envolve aventura, romance, drama, ficção, fantasia, suspense, comédia e até ciência - a possibilidade de interagir de muitas maneiras. Não só completando a narrativa com os jogos de realidade alternativa, podcasts oficiais, pesquisas variadas e esmiuçando cada episódio em busca de easter eggs, etc, mas também pela interação entre os aficcionados em inúmeras formas de debates virtuais. É TV, só TV, mas é diversão. É um jogo, um grande jogo. E seus idealizadores e realizadores - que se tornaram quase personagens da trama de tão presentes que estão para quem acompanha a série - sabem disto e levam tudo com um bom humor notável.
Mas vamos ao post propriamente dito:
Fiz esta ladainha toda impulsionada pelo excepcional episódio The Shape of Things to Come.

Mais do que nunca, ficou claro que Michael Emerson roubou Lost para ele. O cara é O Cara. E Ponto.
Nem vou comentar sobre a atuação porque é indiscutível o domínio de cena que ele tem e já falei isto um trilhão de vezes - não só eu como um zilhão de blogueiros comentaristas - e apesar de não gostar de unanimidades, me rendo ao senhor dos olhos esbugalhados - onde você estava antes? e Emmy nele, please.
O mais impressionante, porém, é o carisma do personagem - aquele vilão que te faz entender seus motivos e até torcer para ele.
Ver este vilão, pela primeira vez, expressar um sentimento genuíno foi impactante. Como impactante ao extremo foi a execução da Alex.
Juro que não esperava este desfecho.
Mas fica difícil eleger o maior acontecimento deste episódio.
Sem tempo para respirar, vimos a seguir a mais fantástica aparição do Mostro de Fumaça, vulgo Lostzila. Juro que pulei, gritei e esmurrei meu pobre Marido. E quero uma camiseta com a frase: Sou fã do Monstro de Fumaça.
A cena até me lembrou um trecho da versão estendida de As Duas Torres - quando os orcs fogem para a floresta e os ents acabam com sua raça.

E apesar de ter sido tudo muito intrigante e revelador (por isto amo Lost - você acha que entendeu, aí descobre que não entendeu nada e tem que ler nas entrelinhas para saber exatamente quais perguntas foram respondidas - e sempre tem alguma resposta), apesar da performance de Ben, do flashfoward hiper explicativo a la Indiana Jones e identidade Burne, apesar do encontro sinistro entre Ben e Widmore, meu eleito melhor momento fica mesmo para o conglomerado de monóxido de carbono, meu novo personagem preferido!
E confesso que toda vez que a mudavam o foco para a praia eu queria avançar o DVD. Que saco! Eu não tenho mais paciência para o Jack e para a Kate pagando de gatinha….A dupla perdeu espaço - pelo menos por hora - Dane-se o Jack, que morra de apendicite, não vai fazer falta. E a Kate-churrascaria com seu rodízio - Sawyer-Jack-Jack-Sawyer já encheu também.
Aliás, senti um climinha entre Sawyer - agora mais James do que nunca - e a Claire. Seria legal, já que a loirinha deixou de ser tão azeda na era pós Charlie. Isto aí, bonitão, a fila anda e a freckles já era.
Só explicando o título - Hugo solta esta frase logo no comecinho do episódio se referindo ao jogo War. E acho que não foi por acaso. Talvez na Australia esteja a maneira de voltar à ilha…
Ps - esqueci da melhor frase: Ben para Sayid: Se sua dor se tornar raiva, ela nunca passará…
Já é quinta-feira?
Namastê!


Comentário por sergio — 26 de abril de 2008 (22:35)
Ok, concordo que o episódio foi mesmo maravilhoso, porém não precisa matar o Jack, pois tem que ter o balanço do episódio, se não vira novela das oito.
Bjs te amo.
Comentário por Karin — 28 de abril de 2008 (14:00)
Também adoro Lost. eita vÃcio… :p
Comentário por Natália — 28 de abril de 2008 (17:18)
Oi Holly, tudo bom?
Acredita que nunca assisti Lost…na verdade até comecei ver uma vez na Net..mas como não consegui acompanhar todos os episódios não quis mais ver e nem ler sobre o assunto..pq ainda tenho muita curiosidade para conhecer a série que mais atrai telespectadores do mundo todo. Parece perseguição, em todos os meus trabalhos, vejo os jornalistas comentando ansiosos sobre os capÃtulos. Um dia alugo todas as temporadas e tiro a minha dúvida!!
Beijos
Comentário por picida ribeiro — 28 de abril de 2008 (20:36)
Assisto Lost eventualmente, sem muito interesse,mas o que achei demais foram os balõezinhos do Padre chegando na ilha…
As vezes a realidade supera a fantasia.rsrsr
Comentário por Marco — 28 de abril de 2008 (22:30)
Adorei o “Kate-churrascaria”!
Holly, recebi um e-mail horrÃvel pedindo por assinaturas contra o q um “artista” fez numa mostra de arte em Honduras: ele pegou um cachorro de rua, o prendeu numa corda, deixou essa corda presa dentro de uma galeria de arte, e o deixou morrer. Só que isso ele fez ano passado, e a Bienal aprovou essa “arte” e o chamou para repetir.
O e-mail é para arrecadar assinaturas contra ele, fazendo um boicote à mostra, exigindo que isso não aconteça de novo.
Enfim, queria te mandar, mas não sei seu e-mail. Me manda pra vc espalhar tbm!
Comentário por Karin — 30 de abril de 2008 (13:42)
‘vem ni mim’ Sawyer!