Breakfast at Tiffany

Descrições, opiniões, divagações, suposições, sensações, confusões, explosões

14

de
maio

Efêmero e eterno

"Era um ritual simples e gostoso. Você tirava o bichinho da capa, punha no prato da vitrola, pegava a pequena alavanca do braço e, com cuidado, deixava pousar no sulco do disco.
Daí ficava curtindo o som gordo e amigo. E, às vezes tinha uns estalinhos ou chiado. Igualzinho à vida"

Ivan Lessa 

 

Quem tem mais trinta transitou musicalmente por três universos diferentes. Do vinil para o download foi um passo.

 

Discos de vinil - aqueles bolachões simpáticos. Presente facilmente identificado nas festas de aniversário. E como era legal atravessar a cidade, carregando-os  embaxo do braço, com orgulho de mostrar seu gosto musical.

Nem faz tanto tempo que foram varridos pelos cds. Não que eu não tenha aderido rapidamente e louvado o som igital. Mas ouvir música nunca mais teve o mesmo charme….

E não é que as caixinhas quadradas com seus encartes em letras minúsculas já não são mais tão modernas assim e caminham rapidamente para a extinção! Com tecnologia a jato, quem compra cd na era dos downloads?

 

Nestes termos, parece que sou avessa à tecnologia…Longe disto.

Dentro da letargia e-mental de quem nasceu e cresceu em um mundo diferente (eu ficava horas plantada no rádio com minha fitinha esperando para gravar músicas quase sempre cortadas por propagandas ou locutores chatos) tento ao máximo me inteirar e aproveitar as facilidades desta efêmera era.

Mas vez ou outra dá saudade. E enquanto quebro a cabeça para entender a extensão de um novo tipo de legenda, o Marido (a meu pedido) tenta consertar meu histórico 3 em 1 Gradiente ganho com muita festa nos idos da década de 80 para tocar meus velhos e eternos discos e ouvir um pouco dos chiados que vaziam tão peculiar a arte de ouvir música em outras décadas.

 

 

E para provar que não sou caquética, publico meu primeiro tutorial

 

Download passo a passo para quem tem mais de 30:

1 - Baixe e instale um programa tipo p2p - pode ser o Sheraza ou o eMule (este é legal, pois quanto mais você usa, mas rápido fica o download).
Para baixar os programas entre no superdownloads ou procure no google

 

2 - Depois de instalar o programa, você pode usar a pesquisa do programa ou um site indexador como o emulinha ou o edonkers para facilitar encontrar o que desejal.

Nestes sites, é só abrir o eMule e simultaneamente navegar pelas opções do indexador. Quando achar o que quer, clique no link que ele abre automaticamente na área transferências.
Tem uma infinidade de opções…dá para pirar e achar coisas que não imaginava!!!

3- Pois bem, depois que o arquivo tiver completo é hora de procurar legenda.
Muitos indexadores já dão dica de onde encontrar. O melhor site é o legendas TV
Tanto na busca do eMule, quanto na busca da legenda, para encontrar as séries é mais fácil pedir já com identificação do episódio e temporada - exemplo lost s04e12 (season e episode).
A legenda geralmente vem compactada em ZIP É só descompactar - o que deve gerar dois arquivos um em txt e outro em srt.
O que interessa é o srt.
Para assistir o episódio ou o filme, é preciso deixar os dois arquivos (do video que vem em avi e o da legenda) com nomes iguais.
Copie o nome da legenda, sem o srt e cole no arquivo do video, mantendo a extensão avi.

Ex:

House.S04E14.HDTV.XviD-NoTV.avi

House.S04E14.HDTV.XviD-NoTV.srt

 

4 - Finalmente, para assistir é preciso ter o programa divx subtitle displayer (também é fácil de achar no superdownloads) ou dvd de mesa que leia avi.
No pc é preciso ter o programa, pois no windows media player não da para ver a legenda.
No edonker da para encontrar arquivos já legendados, mas os episódios mais recentes demoram um pouco para serem disponibilizados neste formato.

Parece complicado, mas quando pegar a manha, fica facinho… 

Boa sorte e divirtam-se!

    

12

de
maio

Destino, esta vadia inconstante

Cabin Fever - episódio 11 da quarta temporada de Lost.

 

 

Foi de Locke o ótimo episódio que aproxima cada vez mais a série do fim desta temporada. E foi de Benjamin Linus (para variar) a melhor frase (o título do post).

Já em clima de desespero por ficar mais 8 meses sem inéditos, comento rapidinho sobre Cabin Fever. (Não que não tenha o que dizer, mas não estou com tempo para maiores reflexões hoje).

 

Locke é bem mais complexo do que parecia. Lutou contra seu destino a vida toda, lutou contra quem é. Mas não adianta. Como disse a velhinha estranha do episódio do Desmond - o universo sempre dá um jeito de corrigir a rota. 

Chegou a hora dele fazer valer o que veio fazer no mundo.

 

Seria apenas coincidência o fato das mães de Locke e de Ben terem o mesmo nome (Emily). Será que não existe uma profecia que ligue o destino da ilha a este nome?

 

A cena da escolha dos objetos foi extremamente parecida com um teste aplicado aos meninos tibetanos na definição na nova encarnação dos Lamas, no Budismo. Existiria o conceito reencarnação na mitologia da série?

 

Hurley dizer que só ele, Ben e Locke viram a cabana de Jacob porque são os mais doidos foi uma forma divertida (que ele consegue conferir à série como poucos) de enfatizar que alguns sobreviventes são mais legais que outros para a audiência.   

 

 

 

Claire está morta? Morreu na explosão da cabana? É possível. Mas será pena, pois a loira estava fazendo um par legal com  James.  

E estava Claire doidona? Teria participado da marcha da maconha????

 

Mover a ilha - pode significar mover no tempo - o que caberia perfeitamente à minha teoria dos esqueletos. Explicando. Desde a primeira vez que vi a cena dos esqueletos Adão e Eva lá na primeira temporada - achei que se tratava de Jack e Kate. Se a ilha for movida para o passado e os Oceanic Six voltarem para lá na sexta e última temporada, ela estará no passado - o que torna absolutamente plausível (dentro do contexto ficção, ok ) o fato dos esqueletinhos descobertos nas cavernas pelo casal logo após a queda do avião serem eles mesmos que voltaram para ilha deslocada para o passado. Entenderam?  

 

A cena de Hurley e Ben dividndo um chocolate mostra o zolhudo totalmente acabado, sem esperanças, fim de carreira. E é sensacional saber - graças aos flasfowards - da incrível capacidade de recuperação do cara, que vai sair de lá e comandar o Sayid na matança geral da turma do Widmore…Ben é o cara! 

 

Namastê!

 

11

de
maio

Mães

 

A todas as mães de sangue ou coração, que cuidam e se dedicam de corpo e alma a seus protegidos, um feliz dia das mães.

Em especial, uma menção honrosa a duas categorias geralmente esquecidas - as mães do reino animal e as humanas que tratam seus gatos, cães e companhia como verdadeiros filhos, mesmo sabendo que pelas leis da probabilidade terão que se despedir de seus bebês muitas vezes nesta vida .

"Mãe" de bicho também se dedica! Mas tem compensações diárias. Qual mãe de humano é recebida por seus filhos com choro e pulos de alegria todos os dias, mesmo se ausentando por cinco minutos???

 

Em tempo -

O dia é sobre mães. Não sobre comércio. Tanto que a idealizadora do dia, Anna Jarvis, decepcionada com o caráter comercial que dominou rapidamente a data, tentou cancelar a comemoração antes de morrer…  

 

8

de
maio

Sobre blogs e blogueiros…

Blovaguear por aí é uma experiência.
Impossível controlar meu lado psicóloga de buteco e não analisar um pouco o que acontece.
Democraticamente falando, os blogs são quase o ápice da inclusão digital. Qualquer um que saiba o abecedário e tenha uns trocados pode sentar na Lan House mais próxima (sabe que nunca entrei numa) e criar seu canto.
Tenho plena convicção que cada um destes milhões de blogs disponíveis por aí é a cara de seu dono. Em um espaço tão íntimo, onde você tem o poder de escrever o que quer, como quer, quando quer, apagar comentários - tudo sob a confortável e encorajadora adoção de um pseudônimo, você acaba revelando muito mais de sua personalidade do que gostaria.
Sendo assim, faço uma pequena análise dos tipos mais comuns de blogs e blogueiros.

O que mais me irrita é o Blog Umbigo - aquele que tem um blogueiro tão, mas tão egocêntrico, que restringe totalmente a temática à análise da sua (quase sempre) medíocre ou desinteressante existência. Em primeira ou terceira pessoa (tem coisa mais ego do que falar de si em terceira pessoa? é coisa de jogador de futebol, né), se refere em 99,9% dos posts a seu temperamento, seus traumas, suas inseguranças, suas conquistas, seus desejos mais ínfimos e bla bla bla, sempre tentando desesperadamente se auto-afirmar. Tem coragem de contar fatos absolutamente sem relevância, como avisar que cortou a unha, mudou o cabelo, vai fazer cirurgia de varizes ou trocou a lâmpada sozinho.
Este tipo atinge o nível máximo de autopromoção quando usa tom poético. Aff…. E é tão pedante, que até nos comentários só sabe falar de sí (opa, acho que faço isto. Faço?). 
Considero o espécime acima descrito (ou difamado) diferente dos diários virtuais, que chamo de Olha Minha Vida na Net. Neste caso, mesmo com 90% de informação inútil, o cara costuma comentar sobre acontecimentos do dia-a-dia, filmes que viu, músicas que gosta, etc. E alguns têm o dom de transformar eventos banais em crônicas inteligentes. Outros, não.  
Tem também o blog Enxaqueca (no qual me encaixo totalmente). O blogueiro é a encarnação máxima da ranzinzice. Se acha o dono da verdade e reclama de tudo e de todos. Alguns conseguem dosar o tom (será que consigo às vezes?) e exprimem análises críticas muitas vezes interessantes e válidas. Mas a maioria tá afim mesmo de azucrinar e estragar seu dia opinando sobre tudo e todos com tom arrogante e litros de veneno.
E o Cultura inútl? Cheio de informações que considera de vital importância para o futuro da humanidade, consegue fazer você perder seu tempo com uma dissertação gigante sobre a criação do Dia do Silêncio, o último barraco da Britney Spears ou defender arduamente seu candidato favorito no Big Brother.
Mais raro, mas também irritante é a turma dos Descolados. Adoram usar termos desconhecidos (que passam horas pesquisando no dicionário) para impressionar, claro. E falar sobre o que pouca gente está interessada, como aquela banda que usa tapawere para fazer percussão ou a mostra de filmes russos sobre cadeiras de três pernas. São modernosos e defendem arduamente a discriminação da maconha, a liberdade de tudo e qualquer coisa. E fazem sempre questão de se mostrar politicamente corretos, engrossando campanhas contra preconceito e a favor dos direitos humanos. (será que tenho um que deste também?)
Falando em politicamente correto, o Poliana é uma graça, embora canse e cause diabete. Este tem um blogueiro que ama tudo e todos, acha tudo lindo, vive feliz, agradecendo o sol, a chuva, o mar, os tsunamis, furacões, terremotos e vulcões. É simpático, mas falta autenticidade. Embora, esta característica possa ser sua autêntica forma boring de ser. (to exagerando, ser azeda também é cansativo e tedioso, falo por experiência).
Por fim, faltou o Cheio de Graça, blog do tipo engraçadinho, sarcástico, irônico ou cheio de palavrões para concorrer com algum tipo de humor degenerado. Faz posts sem nexo, como este aqui, na vã tentativa de se sobressair de alguma maneira.

Qualquer que seja o tipo de blog, sempre corre o risco de acabar em uma panela. Sim, porque existem inúmeras, milhares de panelas na blogosfera (aliás, cansei deste termo, virou muito lugar comum, não?). Nas panelas circulam os famosos memes, aquela medição de popularidade disfarçada de brincadeira que serve para mostrar quem está na sua panela. (Putz, minha popularidade está baixíssima, só recebi um em toda minha existência nesta indústria vital).
Nas panelas, os blogueiros comentam entre si, invariavelmente. Mesmo que não tenham nada minimamente criativo ou interessante a acrescentar ao post. Tudo bem, não deixa de ser um gesto gentil, mostrar que passou por ali. O chato mesmo é que ignoram solenemente qualquer comentário de fora da panela – nunca respondem, nem dão uma passadinha para agradecer a visita.

Pois bem. Dito tudo, me justifico.
Este post é apenas uma brincadeira – talvez de mau gosto, sei lá. O blog é um espaço de seu dono. E vale a máxima: meu blog, minhas regras. Cada blogueiro que faça o que bem entender com seu espaço (menos incitar maus tratos a animais, pedofilia e o que valer um processo judicial, ok?). De resto, quem não gostou, que não volte.

E pergunto: em qual categoria este Café se encaixa melhor?

3

de
maio

Fortes e fracos

Lost - s04e10 - Something nice back home

 

 

Controverso episódio.  Jaters adoraram. Muitos odiaram.

 

Não estou em nenhum dos extremos. Mas não entrará na minha lista de favoritos. Primeiro porque é centrado em Jack - personagem que me entedia desde a primeira temporada.  (O personagem, não Mathew Fox)

Mas sempre tenho bons olhos para Lost. Mesmo porque é mais divertido assistir o que se gosta com boa vontade do que reclamar de tudo… 

 

Por menos empolgante que tenha sido, porém, as aparições de Christian Shepard valeram a noite.  Principalmente a final, para Claire. Pelo jeito, ela e Aaron tem papel bem mais essencial na mitologia do que eu esperava.

Como valeu a noite, a ameaça de Jin de quebrar dedo por dedo de Faraday se Charlotte não garantisse o resgate de Sun.

A doença de Jack? Totalmente desnecessária….encheção de linguiça.

O Flashfoward? Não sou Jate, nem Skate. Mas o casal é um marasmo só, é água com açúcar demais, chato mesmo. O irônico é que Kate matou o pai bêbado e depois de tudo, arrumou um noivo bêbado…

 

E fica cada vez mais evidente que Michael Emerson roubou Lost para ele. Episódio sem ele, não é a mesma coisa… 

 

Agora, refletiindo. Este episódio serviu para uma compração interessante.

 

Jack x Sawyer

Jack nasceu em berço de ouro. Teve todas as oportunidades, se tornou um médico conceituado, casou, etc, etc. Tinha problemas no relacionamento com o pai. E daí? Quem não tem um calcanhar de Aquiles na vida.

Mesmo assim, se tornou uma pessoa emocionalmente perturbada. Incapaz de levar um relacionamento amoroso sem paranóia. Indiretamente, causou a morte do pai por sua insegurança, pois Christian volta a beber depois de uma crise estúpida de ciúmes de Jack - o que o leva a perder a licença, ir para a Austrália e morrer de tanto beber.

Com tudo que passou na Ilha, saiu de lá a mesma pessoa, com as mesmas fraquezas e se tornou até mais perturbado (vide o Jack do último episódio da terceira temporada).

Por outro lado, Sawyer nasceu James. Viu seu pai matar a mãe e se matar. Se tornou um golpista, egoista, obcecado por vingança. Foi o renegado dos sobreviventes.

Se vingou e está mais perto da redenção do que qualquer um lá. (e redenção é uma metáfora forte da Ilha). Voltou a ser James. Aos poucos se torna um líder, toma as rédeas da situação e da sua vida.  

É clara a diferença entre as dificuldades que cercaram as vidas dos dois. E o que cada um fez com seus limões…

  

1

de
maio

Festa da Uva

 

Primeira pergunta minha , na manhã da quinta:

Foi sonho ou o Corinthians ganhou mesmo de 4×0 ontem?

Felizmente, era realidade…

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