Breakfast at Tiffany

Descrições, opiniões, divagações, suposições, sensações, confusões, explosões

13

de
junho

Do fígado

Este post vem do fígado. E talvez me poupe de algumas sessões de terapia.

Poucas coisas me deixam mais fula da vida do que o discurso podre de canalhas que brincam com o sentimento de outros em nome de sua liberdade - na verdade a inexistência da capacidade de se comprometer. Ou culpam a parceira (o) pela falência do relacionamento baseada na mesma impossibilidade de comprometimento.

Fui vítima desta espécie de bastardo emocionalmente imaturo várias vezes. Até encontrar meu Marido - um homem de verdade. Mas as consequências são difícies de serem superadas porque magoa, machuca.. Você se sente a culpada, acha que falta algo em você, quando, na verdade, o problema é com o moleque que atua como uma criança que enjoou do brinquedo. Mas crianças estão em fase de desenvolvimento, e nelas isto é aceitável.

 

E brinquedos são só brinquedos. Pessoas são diferentes.  Têm sentimentos, se envolvem, criam expectativas. Algumas nunca conseguem superar serem descartadas simplesmente porque o imbecil não sabe o que quer. E fala lindas palavras. E te faz sentir especial. Para depois usar o patético discurso da mal usada palavra liberdade. E te trocar por um brinquedo novo.

Ora, vão pro inferno com sua vigarice imatura. Porque o homem que diz não ser de uma só mulher é oco como uma maçã podre. 

Se não querem se comprometer, que se envolvam apenas com prostitutas. Ou com piranhas que escolhem o parceiro pelo carro, conta bancária ou por sua casa no Guarujá e em Campos do Jordão. São a mesma espécie.  E se merecem.

 

Um relacionamento de verdade é baseado em paixão, claro. Mas também em amor, troca, respeito. É construído dia-a-dia. Com concessões sim. Mas também com muitos ganhos. Com histórias em comuns, com superação de crises, de obstáculos.

Quem superestima a paixão não sabe amar. Não tem esta capacidade. Porque são coisas diferentes, que se completam.  

Porque os fracos não sabem o significado disto. Não congitam se tornarem pessoas melhores. Não querem crescer. Não suportam responsabilidade. E vivem como crianças o resto da vida. 

Nada contra se não envolvessem outros em seu distúrbio emocional. Se só procurassem quem é da sua laia e não causassem traumas.

VOCÊ SE TORNA RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVA. Seja um cão, uma gato, um pássaro, uma planta ou uma pessoa.  

Conheço quem nunca superou um relacionamento destes e passou a acreditar que todos são a mesma espécie nociva de verme sangue-suga. Só pegando para si, nunca se doando.

Relacionamentos podem acabar. Mas muitos começam um já sabendo que não querem mais do que momentos. Mais do que futilidade. E repetem a brincadeira incansavelmente com 20, 30, 40, 50, 60 anos (fazendo papel ridículo de Don Juan do asilo, o famoso tio Sukita). Até que a morte os leve tão vazios como nasceram. Sem deixarem nada que não seja dor e ressentimento.

 

Por sorte ou destino, eu conheci alguém que mudou meu caminho, um homem, com amor para compartilhar coragem de dividir a vida, sem medo de responsabilidade. Mas deixar o passado sem marcas é impossível. É uma longa jornada. E leva tempo. E obriga quem não merece a lidar com os traumas deixados, com a insegurança, com a falta de amor próprio gerada pelo canalha desgraçado. 

Deveria existir uma lei que obrigasse o usurpador de sentimentos a arcar com seus estragos. Uma indenização por uso impróprio do sentimento alheio para custear, ao menos, uma terapia decente.   

 

E não se enganem. O problema é do imaturo. Pois só quem é inteiro pode se comprometer, pode viver em parceria. E só quem vive em parceria sabe que o eterno existe. E não se desencanta por defeitos que também possui.  E aprende a conviver com as imperfeições porque também é imperfeito e não vive de ilusões infantis. Se você é humano, vai errar. E só sabendo aceitar os erros do outro vai conseguir conviver com os seus.

 

Se você não se banca, vai achar mesmo impossível viver ao lado de outro(a). Nunca vai conseguir construir algo sólido. Nunca vai ter história. Vai ser sempre uma colcha de retalhos, repleta de pedaços que arrancou de outros.

E não estou aberta a discussões neste ponto.

Meu blog. Minhas regras.    

 UP -   Quero dizer que não estou aberta a ser contrariada nesta questão.  

Arquivado em: Sessão descarrego I

1 Comentário »

  1. Comentário por sergio — 25 de junho de 2008 (17:32)

    UFA!, AINDA BEM QUE EXISTEM ESSES CANALHAS, COMO VC DISSE, QUE DEIXARAM O CAMINHO LIVRE PARA MIM,
    DESCEU A BOTA HEIN MEU !!!!!
    TE AMO BJUS !!!!!!!!

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