Breakfast at Tiffany

Descrições, opiniões, divagações, suposições, sensações, confusões, explosões

18

de
julho

P.S. I Love you

 

Alguns filmes te tocam profundamente. Você entra na história e se coloca no lugar do personagem, imaginando como reagiria se aquilo acontecesse com você. 

Quando isto ocorre, cinema deixa de ser apenas entretenimento para se transformar em uma espécie de terapia, para fazer parte das experiências que formam sua visão de mundo. E até, influenciar, de certa forma, seus atos.  

E foi um pouco isto que senti ao assistir P.S. Eu te amo.

Gerry (Gerard Butler) e Holly (Hillary Swank) formam um casal apaixonado e com problemas comuns - aqueles obstáculos que todos os casais vivem, mas que os medíocres utilizam como desculpa para fugirem do comprometimento.

Como nem sempe a vida é justa, Gerry adoece. Sabendo da inevitabilidade de sua morte, deixa uma série de cartas póstumas para Holly, assinando sempre P.S. I love you.

 

Poderia ser um mero drama. Mas o equilíbrio suave com toques cômicos torna o filme um experiência agradável e convida a refletir sobre perda e amor.

Será possível superar a morte tão prematura de um amor tão fundamental em sua vida? Pode-se encontrar felicidade novamente?

Não existem respostas fáceis. E a única certeza é a de que não devemos desperdiçar precisosos momentos de vida com nada…nem pequenas, nem grandes coisas valem a pena.

Se a vida é frágil, faça valer a pena.

Se você acha que nem tudo é como imaginou, valorize  o encanto que só aquele cara especial tem e o quanto ele te faz feliz…

 

 

A interpretação de Hillary é tocante e verdadeira. E o carisma de Gerard me surpreendeu. O sex appeal é indiscutível.  E fica difícil imaginar como Holly poderá superar a perda e, um dia, se apaixonar novamente, com uma referência tão marcante como tem no marido.  

Li algumas críticas negativas (como tem crítico porre e insensivel neste mundo!!). Mas nenhuma delas foi capaz de desfazer o encanto que o filme despertou.

Porque, principalmente, a história envolve algo mais do que teorias e padrões estabelecidos pelos "experts" frios e cheios de prepotência que costumam analisar cinema sob a ótica de um sensor de metais.

Se colocar no lugar da jovem viúva é algo assustador, inquietante, incômodo e profundamente sensibilizador. É instigar uma reflexão sobre o que seria de sua vida sem aquele que é parte tão produndamente importante de você. É se questionar se faço valer a sorte que tive, se mereço cada segundo de felicidade que posso viver hoje.

Algumas frases e cenas marcam e devem entrar para meu rol de referências. Ver Holly (coincidência especialmente tocante com o pseudônimo desta blogueira) ligar ininterruptamente para a caixa postal do celular do marido já falecido só para ouvir sua voz foi um destes momento inquietantes, pois é o tipo de coisa que tenho certeza que eu faria também.

Em outro instante, em uma das cartas, Gerry diz: "Você foi minha vida, mas serei apenas um capítulo na sua" e a faz se confrontar com a realidade de sua nova existência. E pergunto: tem coisa mais triste e linda do que esta?

 

P.S Eu te amo foi uma experiência. Daquelas que me fez cair em lágrimas e abraçar o Marido muitas e muitas vezes, agradecendo ao universo por ele estar ao meu lado. E me motivou a tentar aprender um pouco mais a viver. Como a vida deve ser. Feliz.

 

Trailler

Arquivado em: Telinha e telona I

8 Comentários »

  1. Comentário por Tatyan — 20 de julho de 2008 (17:56)

    Holly, queridonaaaaaaaaa!
    Demorei, mas aqui estou. :P Q delícia ter assistido a esse filme… Amei mesmo. Já conhecia o livro e quando conferi o filme me apaixonei novamente… Ri, chorei e revivi o romance, a tristeza, a estória daquelas personagens. Achei q as diferenças entre o escrito e o visual foram brilhantes. Desde um apaixonado tonto e desajeitado q ñ existe no livro de capa vermelha, a viagens à Irlanda com casos amorosos, q nunca sequer fizeram falta ao livro, tudo completou, revirou e refrescou a forma de ver P.S. - I love you.
    =D
    Sua análise é arrasadora!
    ^.^
    Bjos*** no coração e ótima semana!!!

    PS: cofrinhos são o ó! rsrsrsrs

  2. Comentário por Kira — 21 de julho de 2008 (0:48)

    Faz tempo que estou afim de assistir esse filme mas nunca lembro de pegar na locadora. E na real nem sabia do que se tratava o filme, mas o nome ja me deixou com vontade de vê-lo!

    Bom, muitos filmes mesmo eu me ponho no lugar e existem realmente filmes muito bons para isso, e até mesmo para tirar uma ‘lição’ o que eu mais gosto, aquelas lições que estão sub-entendidas!

    Bom enfim.
    A tpm ja passou, mas veio a cólica! ahahah

    Beijos

  3. Comentário por Patty — 21 de julho de 2008 (12:25)

    Nosa confesso-te que chorei lendo seu post!
    Andava meio sem tempo e justamente hj que estou mais sensivel, venho aqui e acho esse texto lindo, cheio de sentimento!
    Vou correndo dar um jeitinho de assistir esse filme!

    Beijão

  4. Comentário por Nivea — 21 de julho de 2008 (17:05)

    Oieeee.. ai mew, qdo vi esse filme a primeira vez choreii do momento que ele morre até o último segundo de filme! Desde então não consigo ver o filme outra vez! kkk³ Será que sou chorona?!?! Mas enfim, é akele coisa né, a gnt só dá valor qdo perde, as vzs é tarde demais!!!
    Bjosss

  5. Comentário por Rafa — 21 de julho de 2008 (19:35)

    Puxa ! Assistimos este filme faz 2 semanas. Realmente muito bom.

    Sempre que assisto um filme da Hilary Swank me surpreendo com a atuação dela, uma ótima atriz.

    T+
    Rafa

  6. Comentário por GISELI — 25 de julho de 2008 (0:35)

    Olá. Esse filme é o meu próximo preferido, depois de Ghots, Brilho Eterno de mente sem lembrañça e Notting Hill, tenho certeza, Seu post foi emocionante e meu coração dói ao me imaginar nessa situação…também com um marido desses né?? ahahah.

    Mas…o amor, é esse mistério, essa dor, essa delícia, esse..qualquer coisa pra lá de Marrakesh. Melhor ter e perder, do que nunca ter.

    Bjs

  7. Comentário por picida ribeiro — 27 de julho de 2008 (22:37)

    Meu sobrinho de 15 anos,assistiu ao filme e gostou, o que convenhamos não é muito comum para rapazes na sua idade. Vou assistir amanhã, depois te conto

  8. Comentário por Youko Watanabe — 4 de agosto de 2008 (23:05)

    Holly como no filme, como chorei neste filme! Já vi cinco vezes, mas consegue retirar emoção de mim ainda.
    Um amor tão bonito.. acho que este sim é o verdadeiro amor.
    O cara sabendo que ia morrer, escrever cartas para sua esposa, ajudando-a a viver novamente..
    Fantastico, lindo!

    P.s: vc ja viu Um amor pra recordar? se não viu, veja..

    Beijos..

Deixe um comentário

Feed RSS dos comentários deste post. URL de TrackBack

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://breakfastiffanys.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.