Breakfast at Tiffany

Descrições, opiniões, divagações, suposições, sensações, confusões, explosões

13

de
junho

Bons tempos

De boas lembranças

 

 

 "Sintonia direta, emoção tete-a-tete, FM Stereo… 97! ZYB, 907, FM Stereooo… 97! A sua alternativa… (uuhu,uuhu) 97"

Quem está na casa dos trinta e passou a adolescência no ABC, com certeza lembra da vinheta bacana da 97 rádio rock . 

Naquela época, ser jovem era obrigatoriamente ouvir rock - ou pop no máximo - nada de breganejo, axé, forró, funk carioca, Ivetão e por aí vai.

E como fui saudavelmente adolescente, eu ouvia a rádio de Santo André, uma das pioneiras no segmento.

Era motivo de orgulho para a garotada da cidade, que ia nos shows de aniversário da rádio no Aramaçan - sempre eventos memoráveis que acabavam 4 da manhã com ônibus empilhados de meninada e reuniam Golpe de Estado, Capital Inicial, Barão Vermelho, Ira, Engenheiros do Hawai, etc. 

 

Como recordar é viver, achei esta e outras vinhetas da saudosa rádio, findada tragicamente em 1997 ( veja só que ironia!) com a transformação em rádio dance.

Ouça e mate a saudade.  

Assista e mate a saudade - (Golpe tocando Paixão, no Aramaçan em 1990) Eu estava lá!!!!!!

 

10

de
junho

Nem a morte os separou

Na semana dos namorados.

 

Romeu e Julieta é o casal mais belo e trágico que a literatura produziu.

O amor ideal. Não postergado, mas nem por isto menos concreto.

 

E não venham dizer os derrotistas, descréditos do casamento e da união duradoura, que o casal sucumbiria à rotina.

Quem sucumbe são os fracos, aqueles que escondem a incapacidade de comprometimento por trás de desculpas esfarrafadas. Usam o discurso da liberdade em vão.

Só pode viver em parceria quem é inteiro.

 

E por mais que eu saiba do fim trágico do drama, não consigo evitar esperar um final feliz….E choro.

Por isto, se você tem um Romeu ou uma Julieta em sua vida pule no pescoço dele(a) e seja feliz.

 

Nas telonas

 

     

 

Minha versão preferida é a de 1968. Dirigido por Franco Zeffirelli, é intenso, com linda trilha sonora, bem protagonisado por Leonard Whiting e Olivia Hussey. É ambientado na antiga Verona, com produção e figurinos magníficos.

 

 

Mais badalado, a versão de 1996, de Baz Luhrmann mantém o texto original, ambientando a estória em Verona Beach, nos dias atuais.

O resultado é interessante, embora com alguns momentos estapafúrdios, (como a aparição de uma drag queen!!!!!!!). O casal, aqui vivido por Lenardo DiCaprio e Claire Danes é um charme. A trilha sonora também é caprichada.

 

14

de
maio

Efêmero e eterno

"Era um ritual simples e gostoso. Você tirava o bichinho da capa, punha no prato da vitrola, pegava a pequena alavanca do braço e, com cuidado, deixava pousar no sulco do disco.
Daí ficava curtindo o som gordo e amigo. E, às vezes tinha uns estalinhos ou chiado. Igualzinho à vida"

Ivan Lessa 

 

Quem tem mais trinta transitou musicalmente por três universos diferentes. Do vinil para o download foi um passo.

 

Discos de vinil - aqueles bolachões simpáticos. Presente facilmente identificado nas festas de aniversário. E como era legal atravessar a cidade, carregando-os  embaxo do braço, com orgulho de mostrar seu gosto musical.

Nem faz tanto tempo que foram varridos pelos cds. Não que eu não tenha aderido rapidamente e louvado o som igital. Mas ouvir música nunca mais teve o mesmo charme….

E não é que as caixinhas quadradas com seus encartes em letras minúsculas já não são mais tão modernas assim e caminham rapidamente para a extinção! Com tecnologia a jato, quem compra cd na era dos downloads?

 

Nestes termos, parece que sou avessa à tecnologia…Longe disto.

Dentro da letargia e-mental de quem nasceu e cresceu em um mundo diferente (eu ficava horas plantada no rádio com minha fitinha esperando para gravar músicas quase sempre cortadas por propagandas ou locutores chatos) tento ao máximo me inteirar e aproveitar as facilidades desta efêmera era.

Mas vez ou outra dá saudade. E enquanto quebro a cabeça para entender a extensão de um novo tipo de legenda, o Marido (a meu pedido) tenta consertar meu histórico 3 em 1 Gradiente ganho com muita festa nos idos da década de 80 para tocar meus velhos e eternos discos e ouvir um pouco dos chiados que vaziam tão peculiar a arte de ouvir música em outras décadas.

 

 

E para provar que não sou caquética, publico meu primeiro tutorial

 

Download passo a passo para quem tem mais de 30:

1 - Baixe e instale um programa tipo p2p - pode ser o Sheraza ou o eMule (este é legal, pois quanto mais você usa, mas rápido fica o download).
Para baixar os programas entre no superdownloads ou procure no google

 

2 - Depois de instalar o programa, você pode usar a pesquisa do programa ou um site indexador como o emulinha ou o edonkers para facilitar encontrar o que desejal.

Nestes sites, é só abrir o eMule e simultaneamente navegar pelas opções do indexador. Quando achar o que quer, clique no link que ele abre automaticamente na área transferências.
Tem uma infinidade de opções…dá para pirar e achar coisas que não imaginava!!!

3- Pois bem, depois que o arquivo tiver completo é hora de procurar legenda.
Muitos indexadores já dão dica de onde encontrar. O melhor site é o legendas TV
Tanto na busca do eMule, quanto na busca da legenda, para encontrar as séries é mais fácil pedir já com identificação do episódio e temporada - exemplo lost s04e12 (season e episode).
A legenda geralmente vem compactada em ZIP É só descompactar - o que deve gerar dois arquivos um em txt e outro em srt.
O que interessa é o srt.
Para assistir o episódio ou o filme, é preciso deixar os dois arquivos (do video que vem em avi e o da legenda) com nomes iguais.
Copie o nome da legenda, sem o srt e cole no arquivo do video, mantendo a extensão avi.

Ex:

House.S04E14.HDTV.XviD-NoTV.avi

House.S04E14.HDTV.XviD-NoTV.srt

 

4 - Finalmente, para assistir é preciso ter o programa divx subtitle displayer (também é fácil de achar no superdownloads) ou dvd de mesa que leia avi.
No pc é preciso ter o programa, pois no windows media player não da para ver a legenda.
No edonker da para encontrar arquivos já legendados, mas os episódios mais recentes demoram um pouco para serem disponibilizados neste formato.

Parece complicado, mas quando pegar a manha, fica facinho… 

Boa sorte e divirtam-se!

    

16

de
abril

Quanto mais trash melhor

Do clássico O Retorno dos Mortos Vivos

 

Não posso evitar: adoro um filme trash e não me envergonho disto!

É do divertido Cinema Cafri, a melhor definição do peculiar gênero:
Trash- Filmes sem nenhum comprometimento com a realidade ou com a moral, muitas vezes de gosto duvidoso. Alguns se caracterizam por total falta que qualidade técnica, que pode ser intencional ou não, mas esta não é uma regra. Não confunda Trash com lixo, um filme Trash não é necessariamente ruim, apenas exige um estado de espírito que o permita enxergar a obra com olhos irônicos e sarcásticos o suficiente para saber apreciar um bom Trash. Poucas pessoas conseguem identificar o valor do Trash.
Se o filme tem Zumbis ele é trash, isso é quase uma regra, uma tara dos diretores, o morto-vivo é a representação máxima do trash.

Acrescentaria aos zumbis, insetos gigantes, invertebrados assassinos, legumes tomados pelo demônio e todo naipe de situações absurdas. Junte-se um roteiro descabido, atores em início ou fim de carreira e um orçamento desfalcadíssimo, o resultado só pode ser aberrações cinematográficas.

Entenda: o trash não é feito para desafiar sua inteligência. É uma mera quebra de paradigmas sem intenções intelectuais. Um medidor de sendo de humor.
Atualmente, há pouco espaço para o trash. Talvez a onda do politicamente correto tenha ajudado o gênero a perder o espaço. Ou, quem sabe, tenha sido a perda da capacidade de rir de si mesmo. A verdade é que os trashs de hoje são trash por acaso, não por intenção.
Exemplo é a tosqueira Serpentes à Bordo. Aquilo é trash puro. Com alto orçamento.

Desde Samuel L. Jackson, repetindo o tempo todo motherfuckerplaine, ao roteiro - para matar uma testemunha, traficantes enchem uma avião de cobras de todos os tipos!!!!!, é impossível levar a sério a narrativa, que acaba de se tornar o novo clássico do gênero! Divirta-se se quiser…

 

Outro que segue a linha trash por acaso é o remake A Névoa (The Fog) - Neblina engole misteriosamente um navio e os fantasmas dos tripulantes saem de suas sepulturas em busca de vingança - o que esperar de uma sinopse desta? Estrelado pela Shannon de Lost - Maggie Grace - e Tom Welling, o Clark Kent de SmallVille, tem atuações caricatas, zumbis, toneladas de mortes….

E parece que ex estrelas de séries correm maior risco de virarem referência em trash. Em A Praga, quem dá as caras é o chato ex-protagonista da muito muito muito chata Dawson´s Creek (não sei o nome dele e não me disponho a procurar no google, não vale a pena)
Veja que pérola: Todas as crianças do mundo entram em coma e acordam 10 anos depois - zumbis, claro - para realizar uma única missão: a completa aniquilação da raça humana adulta. Não espere respostas, não há nenhuma…

Mudando de série - para uma que já foi bem melhorzinha: ER. É dela o mocinho de um dos meus trash preferidos: O Retorno dos Tomates Assassinos (1988), continuação do não menos insano O Ataque dos Tomates Assassinos. O filme conta com hoje oscarizado e charmoso, mas sempre bem humorado George Clooney.em início total de carreira.

 

Excelente anti-depressivo O Retorno dos Tomates Assassinos é um dos ápices do absurdo cinematográfico, uma ode à criatividade. E nem preciso explicar porque legiões de tomates rolando pelas ruas e matando todo mundo é hilário, não?
Li recentemente que querem fazer um remake do clássico. E apelo: Não mexam no que já é perfeito!

E claro, não pode faltar o Monstro do Armário (1986), hit do Cinema em Casa, do SBT. Uma criatura bizarra – a melhor representação de mostro que já vi – atacava sem piedade, levando suas vítimas para um armário. Não lembro exatamente o porque, mas a criatura foi vencida por um tiozinho estranho tocando um instrumento musical qualquer.

 

A sessão do SBT era, aliás, um prato cheio para quem gosta do gênero. Reprisava quase mensalmente A Bolha Assassina, O Ataque dos Vermes Malditos e Alligator.

O gênero nos deu muitas pérolas – cada produção é um clássico com potencial à imortalidade: Ataque dos Morcegos, O Império das Formigas Gigantes, Abelhas Assassinas, Ratos a Noite do Terror, Malditas Aranhas, Madrugada dos Mortos e o supra sumo – aquele que deu origem à série: A Noite dos Mortos Vivos.

Quem nunca assistiu – e riu – com um destes, que atire a primeira pedra…

9

de
novembro

Porque foi bom viver os anos 80

Madonna nunca mais foi a mesma. Ícone pop que se reinventou tantas vezes que acabou perdendo a identidade. Mas foi bom se vestir como ela para ir as festas e cantar Material Girl antes da onda do politicamente correto deixar o mundo um tanto sem graça.  

 

Não tem jeito…Quem é do sexo feminino e foi adolescente nesta época tem por obrigação ter tentado imitar a coreografia de Flashdance What a Feeling ao menos uma vez na vida. E ter ficado com torcicolo ao dançar Maniac…(o detalhe é que as cenas foram feitas por uma dançarina profissional e não por Jennifer Beals. Nem precisa ser muito observador para perceber a peruca caindo..) Mas era o máximo! 

 

Esta é primeira vez que uma novela tem espaço neste blog! A Gata Comeu é o único folhetim que gostei na vida. Sério…Não sei se era o carisma de Christiane Torloni ou o começo da trama, quando os protagonistas ficam presos em uma ilha (sempre gostei de histórias de naufragos!!), mas era uma novela cativante. E olha o cabelo da Jô Penteado!! Mais anos 80, impossível….

 

Enduro, River Raid, Pitfall são alguns dos lendários jogos do jurássico video game. Talvez ai tudo tenha começado a degringolar…Sei lá, não adianta culpar a informática pelo fim da infância saudável. Quem educa são os pais, não?

Ah, eu era recordista do River Raid. Cheguei perto dos 90 mil pontos…

 

E nem só de video game foi a infância de quem viveu naquela época. Tinha (e ainda tem) a Coleção Vaga-Lume. Uma série de livros infanto-juvenis, da editora Ática, fundamental para formação de futuros leitores. A Ilha Perdida, de Maria José Dupré, foi o primeiro que a professora indicou. Já leitora voraz, graças aos meus pais, amei (mais uma vez a temática ilha..) e devorei praticamente toda a coleção: O Escaravelho do Diabo, O Mistério do Cinco Estrelas, O Caso da Borboleta Atíria, A Primeira Reportagem, e mais, muitos mais….

 

Delícia de chocolate tradicional, sem melado, cheiros e recheios estranhos. Mas o mais bacana era o cartão que vinha na embalagem, com fotos e informações sobre animais.  Guardo a coleção até hoje!

 

Confissão: Eu assisti a Xuxa…Há muito tempo atrás…Na Manchete…

O motivo? O programa dela exibia este desenho que pouca gente lembra, onde se contava a história de D’Artagnan e os Três Mosqueteiros, protagonizada por fofíssimos cachorrinhos. To desculpada, vai…

 

Nasci já cachorreira….Outro dos meus favoritos era o Vira-Lata e sua Doce Polly Purebread (que na minha memória era doce-polly-polly-mary - sei lá de onde tirei isto..).  Dogs rules!!!!!

 

Já falei deles no post sobre séries antigas…É que John e Poch simbolizam demais esta década. Não dá para deixar de fora…

Assisti a pouco tempo o filme Chips 99, com todo elenco original. É bacana, mas totalmente melancólico…Preferia ter mantido a imagem antiga dos mocinhos. Sei que todo mundo envelhece, mas desmistificar idolos da infância é triste… 

 

Bons tempos quando as duplas breganejas ainda não tinham invadido a mídia e a molecada ouvia mesmo Rock/Pop nacional. Blitz, Barão Vermelho, Legião Urbana, Capital Inicial, Paralamas, Kid Abelha. Que bom que fui adolescente nos anos 80! 

 

Delícia de filme os Goonies! Sessão da tarde eterna. Da vontade de voltar no tempo, dar um beijo na mãe, ligar pra vizinha que cresceu com você e assistiu o filme junto…ah sei lá…deixa eu parar que ta ficando piegas!

Em tempo: li que estão cogitando fazer um seriado com o elenco original. Será que é legal ver o que o tempo fez com todo mundo? Tem coisas que são melhores na lembrança.

 

Eu teria mais uma infinidade de coisas legais para citar. Mas não há tempo, espaço e paciência para ler. Fica pra próxima! 

8

de
agosto

Há muito tempo…eu e os Seriados

Bem antes de Lost….

Este post vai me entregar totalmente….ta bom, to ficando velha mesmo!

 

Os seriados acabam por fazer parte de nossa vida. Eles marcam uma era, entram na nossa rotina e nunca são esquecidos por despertar aquela gostosa sensação de lembrar o que fazíamos, como era nossa vida na época que os assistíamos, enfim….os velhos e bons tempos.

 

A Poderosa Ísis é um marco da minha velha infância. É a heroína que mais quis ser.  Era década de 70, eu mal me dava por gente e não consigo lembrar exatamente de nenhum episódio em particular. Mas a figura de Ísis, ou da professora Andrea Thomas, sua identidade mortal, é uma das imagens mais fortes que guardo daqueles anos.

Acho que o fascínio que tenho por Egito Antigo e mitologia explica a identificação com a heroína que encontra um amuleto e invoca a deusa para absorver seus superpoderes e lutar contra o mal. Muito, muito cool…

Eu pagaria uma quantia indecente para ter os 22 episódios, já que nehuma emissora, nem mesmo o TCM, se digna a reprisar a série!!!

 

LA 7 Mary 3 chamando 7 Mary 4!!!!!

Diferente de 90% da audiência feminina, eu preferia o loirinho tímido John Baker ao conquistador Poncherello.

Os patrulheiros do Chips - California Highway Patrol - foram a coqueluche (termo jurássico para entrar no clima da época) dos anos 80! Era o máximo esperar os episódios no domingo a noite e brigar com o pai que queria assistir os gols do fantástico!!! Tudo bem que o roteiro era sofrível, as atuações ahã..como vou dizer….caricatas. Isto sem dizer o charme do encerramento dos episódios …quando a imagem congelava e voltava com os dois gargalhando e fazendo sinal de positivo! 

Mas quem se importava, era demais..eles estavam sempre fazendo esportes radicais, curtindo o que era o máximo no momento: patins, discoteca, etc (o episódio do Ponch dando uma de Travolta na Disco é hilário) ! Além disto, os garotos eram uma boa referência para o público pré adolescente!  

Quando o TCM reprisou a série eu e meu marido piramos! Passamos várias manhãs de sábado revendo episódios e relembrando a infância, que embora vividas separamente, tiveram as mesmas referências.

Até hoje, não canso de ouvir a musiquinha de abertura. Dá uma saudade gostosa..é como assistir Pica Pau e chupar bala Soft! (não existe mais, né)

 

Beverly Hills 90210 ou Barrados no Baile (tradução absurda que inventaram por aqui) é o avô de OC e o pai de Dawson´s Creek ( este extremamente chatinho, né). E o fato de ser cronologicamente sincronizado com a minha vida, me faz sentir extremamente velha.

Eu fiz o Ensino Médio com os irmãos Brandon e Brenda Walsh!!! Entrei na faculdade com eles! Embora o padrão de vida fosse bem distante - eles frequentavam a elite de Beverly Hills - os dilemas que enfrentavam eram comuns aos adolescentes da época..fim dos anos 80 e começo dos 90. Virgindade, popularidade, namoros, drogas…Hoje a abordagem pode parecer até ingênua, mas caía bem naqueles tempos.

Curti mesmo a fase com a polêmica e briguenta Shannen Doherty, a Brenda. Depois que ela saiu, larguei mão..eu odiava a Kelly Taylor e nunca a perdoei por ter roubado o namorado bonitão (Dylan) da melhor amiga (a Brenda). Me recusei a assistir o restante da série! Nem nas reprises eu aceito ver os episódios sem a Brenda!!!!!

 

Mad About  You ou Louco Por Você eu curti no fim dos anos 90. Embora oo sitcom estivesse quase terrminando lá por volta de 98, a Sony reprisava as primeiras temporadas, que eu e meu marido - na época namorado - assistíamos enquanto planejávamos uma vida futura junta. Jamie e Paul eram o tipo de casal que queriamos ser, levavam a vida que queriamos levar..Enfim, era uma maneira agradável de sonhar com os dias que viriam…..

E tinha o Murray. O Cachorro mais fofo, bonachão e simpático de todos os tempos!     

Até hoje, vez ou outra, pegamos as VHs velhas e rimos juntos das trapalhadas dos dois!

Embora o episódio final fenha sido bem bacana, daqueles de derramar rios de lágrimas, as últimas temporadas perderam o pique. Mas rever aqueles primeiros anos de casado dos dois em Nova York é legal para qualquer casal! 

12

de
junho

É bom porque é ruim

Goose (eterno Dr. Mark Green) e Maverick (Tom sex simbol das adolescentes nos anos 80). Tão ruim que virou clássico…

 

Estávamos eu e o marido garimpando o acervo de VHS para escolher o que merece ser eternizado pela digitalização, quando deparamos com um clássico dos "Ruins que são Bons". Top Gun, um daqueles filmes que você decora as frases e sabe todas as cenas de trás para frente, mesmo sabendo que é ruim que dói…..

Quem viveu a adolescência nos anos 80 neste planeta, principalmente as meninas, lembra com um sorriso no rosto das cenas como a do jogo de volei na praia. Perdi a conta de quantas vezes, junto com as amigas, vi e revi a disputada partida dos quatro bonitões sem camisa nas areias de uma praia californiana….(Quem ganhou, mesmo? Sei lá…)

E que delicia ver Tom "Maverick" Cruise cantar You Lost de Love Feeling para Charlotte (alguém sabe que fim deu Kelly McGillis?) ou os vôos rasantes próximas a torre que faziam os controladores de vôo derrubarem o café…

Sem falar nas frases antológicas:

Soube que o melhor entre os melhores voltaria para cá…

Sinto necessidade, necessidade de voar….

Você ainda é um perigo! Mas pode voar comigo sempre que quiser…

Slider..você cheira mal…

Também é curioso ver o começo de carreira de Val Kilmer, Meg Ryan, Tim Robins, Anthony Edwards (o meu querido Dr. Mark Green, de ER).

Tudo bem, as interpretações são péssimas, o roteiro medíocre, a música tema (Take my Breath Away) breguíssima, mas quem se importa? É aquele tipo de filme que ativa automaticamente uma viagem no tempo….

Enfim, Top Gun virou referência pop de uma década legal pra caramba de se ter vivido e, óbvio, entrou pra nossa lista de digitalização (mais por minha vontade, claro). E vai continuar alegrando as sessões da tarde da minha vida!

 

18

de
maio

Memórias que valem ser lembradas

A memória emocional geralmente é como o fogo amigo. Sem querer, faz estragos…Traz à tona o passado parcialmente. Os momentos não muito agradáveis costumam fazer download mais rápido e se sobrepõem ao que foi bom.
O que marca, infelizmente, são as experiência negativas, os vexames públicos, os fracassos, as épocas que deveriam ser esquecidas. ..
Reativar as boas lembranças é um exercício. Requer certo esforço, mas vale a pena. Melhor ainda, é poder reencontrar quem fez parte de uma lembrança feliz. Alguns passados valem ser lembrados mais do que outros…
Noite dessas, encontrei a turma do ginásio. Na minha época, era ginásio, não existia essa de Ensino Fundamental (acho que mudam as terminologias só para a gente se sentir mais velho ao se explicar: na minha época se dizia assim.. e mais. como definem o que fundamental..quer dizer que o ensino médio, a graduação não são fundamentais para a formação???!!!).
Mas, voltando…
Encontros deste naipe não são novidade, mas se tornaram fenômeno desde que o Orkut invadiu nossas vidas. O reencontro virtual desperta uma série de sensações..queremos rever as pessoas que durante um tempo foram parte de nossa vida, saber como estão, contar o que fizemos de nós….
Muitas vezes, a inciativa não dá em nada..as mensagens se dispersam e o assunto morre. Mas, quando acontece, posso dizer..e muito bacana! é como rever um filme que gostamos.
Uma verdadeira viagem no tempo. Você se ve fazendo caminhos tantas vezes percorridos, mas aparentemente esquecidos, usando uniformes estranhos, se preocupando com a prova da matemática da sexta feira e… sente um pouco rejuvenecida, como se o tempo fosse realmente relativo.
Porém, está viagem só vale a pena se envolve pessoas especiais. Que te dão a certeza de ter vivido realmente bons momentos.
Acho imensamente triste quando reencontramos pessoas que já foram referência, mas se transformaram praticamente em estranhos. Bastam alguns diálogos para perceber que vivemos em universos paralelos, perdemos a sintonia. Me pergunto: será que eu mudei tanto? será que foi o outro quem mudou? ou será que a conexão nunca existiu?
Valorizo as amizades de longa data, as que mesmo com tempo e distância, não destoam no carinho. É bom saber, que apesar, de tantas mudanças, algumas coisas simplesmente não mudam. O passado está lá em algum lugar, sendo repetido, revivido. Como um filme, basta apertar o Play.
A turma era pequena, 14 alunos, se não me engano. Diferente do colégio (Ensino Médio), não havia muitas classificações de popularidade. Éramos uma turma, não um concurso de miss teenager, garota futilidade, atleta do ano ou ranking de contas bancárias dos pais.
As diferenças existiam, mas não geravam segregações traumatizantes..Foi uma transição saudável para a competitiva fase que se aproximava.
Encontrar estas pessoas, ouvir histórias, rir do passado, foi muito bom, fez um bem danado a minha memória emocional.
Muitos casaram, alguns já têm filhos. Teve quem viveu intensamente, quem mudou completamente, mas a essência estava lá…Foi legal ver que a vida continuou, mas não apagou o que de melhor cada um tinha.
Valeu pessoal!

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