Breakfast at Tiffany

Descrições, opiniões, divagações, suposições, sensações, confusões, explosões

18

de
julho

P.S. I Love you

 

Alguns filmes te tocam profundamente. Você entra na história e se coloca no lugar do personagem, imaginando como reagiria se aquilo acontecesse com você. 

Quando isto ocorre, cinema deixa de ser apenas entretenimento para se transformar em uma espécie de terapia, para fazer parte das experiências que formam sua visão de mundo. E até, influenciar, de certa forma, seus atos.  

E foi um pouco isto que senti ao assistir P.S. Eu te amo.

Gerry (Gerard Butler) e Holly (Hillary Swank) formam um casal apaixonado e com problemas comuns - aqueles obstáculos que todos os casais vivem, mas que os medíocres utilizam como desculpa para fugirem do comprometimento.

Como nem sempe a vida é justa, Gerry adoece. Sabendo da inevitabilidade de sua morte, deixa uma série de cartas póstumas para Holly, assinando sempre P.S. I love you.

 

Poderia ser um mero drama. Mas o equilíbrio suave com toques cômicos torna o filme um experiência agradável e convida a refletir sobre perda e amor.

Será possível superar a morte tão prematura de um amor tão fundamental em sua vida? Pode-se encontrar felicidade novamente?

Não existem respostas fáceis. E a única certeza é a de que não devemos desperdiçar precisosos momentos de vida com nada…nem pequenas, nem grandes coisas valem a pena.

Se a vida é frágil, faça valer a pena.

Se você acha que nem tudo é como imaginou, valorize  o encanto que só aquele cara especial tem e o quanto ele te faz feliz…

 

 

A interpretação de Hillary é tocante e verdadeira. E o carisma de Gerard me surpreendeu. O sex appeal é indiscutível.  E fica difícil imaginar como Holly poderá superar a perda e, um dia, se apaixonar novamente, com uma referência tão marcante como tem no marido.  

Li algumas críticas negativas (como tem crítico porre e insensivel neste mundo!!). Mas nenhuma delas foi capaz de desfazer o encanto que o filme despertou.

Porque, principalmente, a história envolve algo mais do que teorias e padrões estabelecidos pelos "experts" frios e cheios de prepotência que costumam analisar cinema sob a ótica de um sensor de metais.

Se colocar no lugar da jovem viúva é algo assustador, inquietante, incômodo e profundamente sensibilizador. É instigar uma reflexão sobre o que seria de sua vida sem aquele que é parte tão produndamente importante de você. É se questionar se faço valer a sorte que tive, se mereço cada segundo de felicidade que posso viver hoje.

Algumas frases e cenas marcam e devem entrar para meu rol de referências. Ver Holly (coincidência especialmente tocante com o pseudônimo desta blogueira) ligar ininterruptamente para a caixa postal do celular do marido já falecido só para ouvir sua voz foi um destes momento inquietantes, pois é o tipo de coisa que tenho certeza que eu faria também.

Em outro instante, em uma das cartas, Gerry diz: "Você foi minha vida, mas serei apenas um capítulo na sua" e a faz se confrontar com a realidade de sua nova existência. E pergunto: tem coisa mais triste e linda do que esta?

 

P.S Eu te amo foi uma experiência. Daquelas que me fez cair em lágrimas e abraçar o Marido muitas e muitas vezes, agradecendo ao universo por ele estar ao meu lado. E me motivou a tentar aprender um pouco mais a viver. Como a vida deve ser. Feliz.

 

Trailler

10

de
junho

Nem a morte os separou

Na semana dos namorados.

 

Romeu e Julieta é o casal mais belo e trágico que a literatura produziu.

O amor ideal. Não postergado, mas nem por isto menos concreto.

 

E não venham dizer os derrotistas, descréditos do casamento e da união duradoura, que o casal sucumbiria à rotina.

Quem sucumbe são os fracos, aqueles que escondem a incapacidade de comprometimento por trás de desculpas esfarrafadas. Usam o discurso da liberdade em vão.

Só pode viver em parceria quem é inteiro.

 

E por mais que eu saiba do fim trágico do drama, não consigo evitar esperar um final feliz….E choro.

Por isto, se você tem um Romeu ou uma Julieta em sua vida pule no pescoço dele(a) e seja feliz.

 

Nas telonas

 

     

 

Minha versão preferida é a de 1968. Dirigido por Franco Zeffirelli, é intenso, com linda trilha sonora, bem protagonisado por Leonard Whiting e Olivia Hussey. É ambientado na antiga Verona, com produção e figurinos magníficos.

 

 

Mais badalado, a versão de 1996, de Baz Luhrmann mantém o texto original, ambientando a estória em Verona Beach, nos dias atuais.

O resultado é interessante, embora com alguns momentos estapafúrdios, (como a aparição de uma drag queen!!!!!!!). O casal, aqui vivido por Lenardo DiCaprio e Claire Danes é um charme. A trilha sonora também é caprichada.

 

31

de
maio

Proteja a ilha ou morra

Final da 4ª temporada

 

 

E foi assim….

Lá se foi a Ilha..Para onde?

Eu perguntaria..para quando?

 

Se o fator surpresa foi menor aqui do que nos finais da segunda e da terceira (o morto do caixão é meu primeiro suspeito, ainda em 2007), o impacto continua sendo o mesmo.  Grande carga de informação, muita ação, suspense. Perfeito.  

Sério. Tem muita gente que analisa e comenta Lost e se pega sempre na questão das respostas. E reclama. E como reclama.

Já falei aqui que não me importo nem um pouco com a demora das respostas. E se me incomodasse com isto, na boa, esperaria o fim da série, lá em 2010 para assistir tudo de uma tacada só.  TV é diversão, se é para incomodar, deixo para lá. Por isto, sou bastante seletiva com o que assisto.  Não suporto muita coisa, outras nem começo a assistir. E se alguma das minhas séries passa a me irritar, abandono na hora. É o que sempre digo, para que perder tempo com algo que não gosta? A vida é curta e tenho muitos interesses para dividir meu tempo.

Voltando….Putz! Não acredito que mané ainda não percebeu que a mitologia da série só será realmente explicada na derradeira temporada.

Então, se conformem ou desistam da série. Reclamar e continuar assistindo é patético, chato. Sei que tem muita gente que analisa por obrigação profissional. Mesmo assim, entendam: é só tv, nada que vai mudar o mundo. Para que ser tão pragmático….  

 

Voltando novamente. A quarta temporada foi para mim a melhor até agora. O ciclo de episódios foi capaz de desenrolar a trama aberta  na primeira. Se Lost era uma série sobre sobreviventes que queriam sair da Ilha, este objetivo da trama está encerrado.

Agora, tudo é sobre voltar. E como voltar.

É impossível não perceber a série de situações e arcos que foram fechados. Sabe-se quem saiu, como e porque. Sabemos quem ficou. Sabemos quem tem interesse na ilha, muitas das carcterísticas físicas do local, sabemos o que aconteceu com quem saiu, quem está no caixão.

E mais, muitos dos questionamentos desta temporada foram resolvidos na própria: porque Kate ficou com Aaron, porque Jack pirou, porque Saiyd mata a mando de Ben, etc.

E se mais questões surgiram, como por que Jeremy Benthan saiu da ilha, como e por que morreu, isto é parte da narrativa. Uma narrativa, aliás, que ousa não somente pela utilização de flashbacks e fowards, como pela mudança de perspectiva que promete modificar novamente a apresentação na quinta temporada. E que ela venha logo. Por que será difícil esperar….

 

Destaques

 

Odeio bater na mesma tecla, mas adoro cada vez mais o James.  Cena linda, típica de Indiana Jones, Han Solo, 007…

 

E odeio o Jack. Pelo menos o de 2004. Que hipócrita o heroizinho de merda que jurou tirar todo mundo da ilha se auto-intitulando o salvador da pátria, mas não pensou nem meia vez na hora de se pirulitar de helicóptero e deixar o povo que estava no cargueiro virar fogos de artifício.

Se redenção é a palavra chave da série, acho que Jack é quem está mais longe dela.  E vai ser preciso muita coisa para o Jack de 2007 que é bem mais humano e paga o preço da burrice causada pela arrogância, consiga finalmente se redimir.

 

Quem também se redimiu e de um modo extremamente trágico, foi Michael. Se era um personagem irritante na primeria fase, se tornou interessante no retorno à série. Atormentado e altruísta.

E não gritou Waaaaaaatttttttttttt nenhuma vez.

Teve uma despedida digna, embora acredito que se transforme em mais uma das aparições da Ilha.

 

 

E que sacanagem ninguém procurar Walt.  Aliás, cade o Vincent? Nem o Walt perguntou dele….Tadinho….

E pronto, Walt pode voltar. Com a série passando-se em tempo principal em 2007, como tudo indica, não precisamos ficar perguntando o porque do tamanho do garoto.

 

 

Acho que Sun passou para o lado negro em busca de vingança pelo Jin, que pode não ter explodido junto com o cargueiro. Difícil, mas possível. Tomara…pois sentirei falta de Jixuxi.

Na conversa com Widmore, parece que a coreana vai entregar o destino de Desmond. Ou o de Locke. De qualquer modo, parece uma escolha errada.  

 

 

E a cena do verdadeiro resgate foi bem bacana.  Pronto, ta explicado quem eram os portugas do fim da 2º temporada.

 

 

Sayid, que está a mando de Ben, já está com Hurley. Alguém não acredita que a intenção do iraquiano é ajudar Ben a levar o povo de volta para a Ilha?

Xadrez com Mister Eko????? Que medo !!!!!

 

 

Agora, na boa. É óbvio que não foi a manivela que movimentou a ilha. Não literalmente, caros….Ai como já li baboseiras a este respeito….

A roda só acionou um mecanismo para liberar alta carga de magnetismo. E o que aconteceu com a última pessoa que mexeu com magnetismo? O Des, na escotilha Cisne…viajou no tempo e o céu ficou roxo. Preciso explicar ou desenhar?

 

Agora, a viagem.

A data da movimentação é bem próxima ou senão a exata do Tsunami. É viagem, mas o evento poderia ser usado - na ficção claro - para explicar o terremoto que gerou a catástrofe. Não. Não tomei ácido. É só imaginação fértil.

  

Finalmente, Jeremy. Não vou colocar foto para não causar uma possível descoberta não desejada de quem passar por aqui.

Mas fiquei chateada pelo cara, que teve sempre uma vida ferrada, ter acabado daquele modo.  Sua confusão, sua indecisão, sua dificuldade de se entender com o destino, seus atos precipitados chegaram a irritar, mas fazem parte deste personagem complexo e carismático. Que é impossível odiar.

Aliás, em Lost é comum odiar um personagem em determinada fase para depois passar a adora-lo. Será que isto só acontece comigo?

 

Minha teoria básica sobre os acontecimentos:

A Ilha está no passado. Voltando, os losties estarão no passado, bem antes da queda do avião. E Jeremy estará vivo no passado.

Como existe algo maior na presença deles naquele local, não devem mais deixa-la. E aqueles esqueletos serão possivelmente Jack e Kate do retorno.

 

Enfim,

A espera vai ser longa. Muitos podem não aguentar. Eu mesma não sei como aguentarei.

Chega logo 2009!!!!!

Namastê!

  

24

de
maio

Na contramão

 Campanha iniciada no blog Dude.

 

Vivemos em um país tropical. Sem tráfico de drogas, crime organizado, corrupção e contrabando.

É o que parece pensar a Polícia Federal.

Diz a coluna da Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, que a entidade prepara uma investida pesada contra os legenders - o pessoal que faz legendas para filmes e séries e os distribui gratuitamente na net. 

Utilizar recursos públicos para isto deixa claro que os Federais realmente não têm nada de mais importante para investigar e atacar.

Mais do que isto, mostra a contramão tomada pelas autoridades brasileiras na questão dos downloads.

O tema vai além da proteção de direitos autorais. Segundo juristas, pela legislação não há artigo que considere a confecção e distibuição de legendas ilegais. Porque o que está em jogo não é a distrbuição de legendas dos dvds lançados pelas distribuidoras e sim uma produção própria do conteúdo.  

Esta postura desfoca a ação real da dos alicerces da pirataria - que existe desde quase sempre em todos os tipo de produto. Cheira a hipocrisa, incompetência e tudo mais que tem acompanhado este governo.

Claro que os direitos autorais devem ser protegidos. Mas já é tempo das autoridades considerarem o tema de forma diferenciada e abrir uma discussão ampla, criando legislação específica para o universo virtual. E há de se refletir por outro ângulo. É preciso quebrar paradigmas.

 

A internet está mudando a maneira de consumo de cultura. É fato. Nada será como antes.

Há séculos existem periodicamente transformações nas formas de comércio, trabalho, relacionamento. Tudo é cíclico. E em uma época de tecnologia a jato,  as transformações tendem acompanhar sua velocidade.

Os legenders já sofreram uma investida. Mudaram para sites estrangeiros, fora da jurisdição brasileira. E a menos que o governo brasileiro adote uma postura semelhante à ditaduras arcaicas como China e Cuba - que controlam o conteúdo da internet - é impossível deter os downloads.  E da medo pensar que este rumo não é tão impossível assim na ideologia dos fins justificando os meios  - e pode chegar o dia que ao digitar a palavra legenda no google, você encontre a irritante  "não foi possível acessar a página" . Ou quem sabe ao digitar ética, o destino seja o mesmo.

É impossível reverter o curso deste rio. 

Como fizeram Radiohead e Coldplay, que disponibilizaram respectivamente álbum e single na internet de forma legal e gratuita, a tendência é institucionalizar a prática.  

Emissoras norte-americanas também entendem a prática de baixar séries para uso próprio, não comercialização, como ato legal e começam disponibilizar seus títulos on line. É um sinal mais do que claro da irreversibilidade do processo.

A greve dos roteristas teve como premissa a discussão dos direitos autorais perante estas novas mídias e formas de distribuição. É outro sinal da mudança.

 

E o Brasil, na contramão se furta da real discussão, preferindo brincar de Swat com jovens que dominam o inglês e gostam de intercambiar legendas.  

 

Enquanto no congresso se discute o controle do conteúdo da TV fechada - com obrigatoriedade de cotas para produções nacionais, os internautas se garantem fazendo sua programação. 

Será o fim da TV? Acredito que sim. Pelo menos da maneira que conhecemos e para a parte da população "digitalmente incluída". 

E a maneira mais inteligente de fazer esta transição é inversamente à mão tomada pela Polícia Federal.

Enquanto o governo não rever a carga tributária da indústria, que levam um dvd de filme custar até R$50 00 e um box de série R$ 130,00, haja polícia para correr atrás de legenders, camelô e afins.

 

Enquanto isto, a internacionalização da Amazônia é levada na brincadeira,. Mandantes de assassinato são absolvidos e outras merdas que lemos diarimante.    

 

Pois é. Sempre na cotramão.

19

de
maio

Mentira deslavada

There´s no place like home - "já dizia Dorothy" - episódio 12 da 4ª temporada.

Primeira parte da season finale de Lost.

 

Foto encenada da mentira deslavada dos Oceanic Six.

 

É difícil comentar algo que não acabou. Mas como Lost tem fundamentalmente parte de seu charme no intercâmbio de "achismos" dos fãs da série, não dá para ficar sem falar da primeira parte da odisséia trilogia do final da quarta temporada, que termina em 29/maio com reexibição desta primeria parte - com cenas extras!!! - mais os capítulos 13 e 14 inéditos.

E, como disse CA do Lost in Lost - tão bom quanto assistir Lost , é falar de Lost.

 

Mas chega de enrolação.  

Como costumam ser os season finales de Lost, não da para reclamar. Ação, suspense,  autoreferências, morte, medo, muito medo…

Medo de saber quem está no caixão - já tem spoiler, mas não quero ler, não posso ler. Combinei com o Marido que desta vez não leria.

Medo de saber o que faz os Oceanic Six terem a cara de pau de contar uma mentira tão deslavada daquela…o que só me faz odiar mais e mais o Jack, que pelo jeito é quem está comandando o circo todo. Falando nisto, só posso ficar espantada com o bom desempenho de Mathew Fox no papel. Quando alguém te faz odiar do fundo do fígado o personagem é porque é muito bom ator.

 

Medo do que o Benloco vai aprontar para se safar do detestável Keamy, aquele projeto irritante de dançarino do Clube das Mulheres. O cara chato!

E não me canso de dizer: Ben é o cara. Alguém dúvida que os Outros vão salvar o dia, como Hurley fez no fim da temporada passada…

Ótima frase de Ben para Locke: "Você ainda não aprendeu que eu sempre tenho um plano B??!!".

 

Estou curiosíssima com o significado real de "mover a ilha", mas desconfio, que este será mais um mistério deixado para depois…Não acredito que saberemos isto no dia 29. Tudo bem, não me importo. Não sou da turma que reclama da falta de explicação. Adoro colecionar dúvidas para entrar nos fóruns e ficar debatendo teorias. Este é outro charme de Lost…

 

Cada vez mais estou convencida de que Jin está vivo e Sun não sabe. E nós também só ficaremos sabendo disto na próxima temporada).

 

E adoro a movimentação de todo mundo, fazendo tudo ao mesmo tempo com uma trilha poderosa por trás!!!! Clipezinho de arrepiar no fim do episódio…

 

Finalmente

 

Coisa mais fofa o loiro com o bebê!!! Dá até vontade de ser mãe!!!

 

Babação de ovo à parte, a atitude de James de seguir o teimoso e chato Jack pela floresta mostra mais uma vez a evolução do personagem de Josh - muito bem para quem não tem grande experiência em atuação - e da estagnação do Jackass!!! Die Jack, Die!!!

 

E agora só resta esperar…

 

Já é dia 29?

Namastê!! 

14

de
maio

Efêmero e eterno

"Era um ritual simples e gostoso. Você tirava o bichinho da capa, punha no prato da vitrola, pegava a pequena alavanca do braço e, com cuidado, deixava pousar no sulco do disco.
Daí ficava curtindo o som gordo e amigo. E, às vezes tinha uns estalinhos ou chiado. Igualzinho à vida"

Ivan Lessa 

 

Quem tem mais trinta transitou musicalmente por três universos diferentes. Do vinil para o download foi um passo.

 

Discos de vinil - aqueles bolachões simpáticos. Presente facilmente identificado nas festas de aniversário. E como era legal atravessar a cidade, carregando-os  embaxo do braço, com orgulho de mostrar seu gosto musical.

Nem faz tanto tempo que foram varridos pelos cds. Não que eu não tenha aderido rapidamente e louvado o som igital. Mas ouvir música nunca mais teve o mesmo charme….

E não é que as caixinhas quadradas com seus encartes em letras minúsculas já não são mais tão modernas assim e caminham rapidamente para a extinção! Com tecnologia a jato, quem compra cd na era dos downloads?

 

Nestes termos, parece que sou avessa à tecnologia…Longe disto.

Dentro da letargia e-mental de quem nasceu e cresceu em um mundo diferente (eu ficava horas plantada no rádio com minha fitinha esperando para gravar músicas quase sempre cortadas por propagandas ou locutores chatos) tento ao máximo me inteirar e aproveitar as facilidades desta efêmera era.

Mas vez ou outra dá saudade. E enquanto quebro a cabeça para entender a extensão de um novo tipo de legenda, o Marido (a meu pedido) tenta consertar meu histórico 3 em 1 Gradiente ganho com muita festa nos idos da década de 80 para tocar meus velhos e eternos discos e ouvir um pouco dos chiados que vaziam tão peculiar a arte de ouvir música em outras décadas.

 

 

E para provar que não sou caquética, publico meu primeiro tutorial

 

Download passo a passo para quem tem mais de 30:

1 - Baixe e instale um programa tipo p2p - pode ser o Sheraza ou o eMule (este é legal, pois quanto mais você usa, mas rápido fica o download).
Para baixar os programas entre no superdownloads ou procure no google

 

2 - Depois de instalar o programa, você pode usar a pesquisa do programa ou um site indexador como o emulinha ou o edonkers para facilitar encontrar o que desejal.

Nestes sites, é só abrir o eMule e simultaneamente navegar pelas opções do indexador. Quando achar o que quer, clique no link que ele abre automaticamente na área transferências.
Tem uma infinidade de opções…dá para pirar e achar coisas que não imaginava!!!

3- Pois bem, depois que o arquivo tiver completo é hora de procurar legenda.
Muitos indexadores já dão dica de onde encontrar. O melhor site é o legendas TV
Tanto na busca do eMule, quanto na busca da legenda, para encontrar as séries é mais fácil pedir já com identificação do episódio e temporada - exemplo lost s04e12 (season e episode).
A legenda geralmente vem compactada em ZIP É só descompactar - o que deve gerar dois arquivos um em txt e outro em srt.
O que interessa é o srt.
Para assistir o episódio ou o filme, é preciso deixar os dois arquivos (do video que vem em avi e o da legenda) com nomes iguais.
Copie o nome da legenda, sem o srt e cole no arquivo do video, mantendo a extensão avi.

Ex:

House.S04E14.HDTV.XviD-NoTV.avi

House.S04E14.HDTV.XviD-NoTV.srt

 

4 - Finalmente, para assistir é preciso ter o programa divx subtitle displayer (também é fácil de achar no superdownloads) ou dvd de mesa que leia avi.
No pc é preciso ter o programa, pois no windows media player não da para ver a legenda.
No edonker da para encontrar arquivos já legendados, mas os episódios mais recentes demoram um pouco para serem disponibilizados neste formato.

Parece complicado, mas quando pegar a manha, fica facinho… 

Boa sorte e divirtam-se!

    

12

de
maio

Destino, esta vadia inconstante

Cabin Fever - episódio 11 da quarta temporada de Lost.

 

 

Foi de Locke o ótimo episódio que aproxima cada vez mais a série do fim desta temporada. E foi de Benjamin Linus (para variar) a melhor frase (o título do post).

Já em clima de desespero por ficar mais 8 meses sem inéditos, comento rapidinho sobre Cabin Fever. (Não que não tenha o que dizer, mas não estou com tempo para maiores reflexões hoje).

 

Locke é bem mais complexo do que parecia. Lutou contra seu destino a vida toda, lutou contra quem é. Mas não adianta. Como disse a velhinha estranha do episódio do Desmond - o universo sempre dá um jeito de corrigir a rota. 

Chegou a hora dele fazer valer o que veio fazer no mundo.

 

Seria apenas coincidência o fato das mães de Locke e de Ben terem o mesmo nome (Emily). Será que não existe uma profecia que ligue o destino da ilha a este nome?

 

A cena da escolha dos objetos foi extremamente parecida com um teste aplicado aos meninos tibetanos na definição na nova encarnação dos Lamas, no Budismo. Existiria o conceito reencarnação na mitologia da série?

 

Hurley dizer que só ele, Ben e Locke viram a cabana de Jacob porque são os mais doidos foi uma forma divertida (que ele consegue conferir à série como poucos) de enfatizar que alguns sobreviventes são mais legais que outros para a audiência.   

 

 

 

Claire está morta? Morreu na explosão da cabana? É possível. Mas será pena, pois a loira estava fazendo um par legal com  James.  

E estava Claire doidona? Teria participado da marcha da maconha????

 

Mover a ilha - pode significar mover no tempo - o que caberia perfeitamente à minha teoria dos esqueletos. Explicando. Desde a primeira vez que vi a cena dos esqueletos Adão e Eva lá na primeira temporada - achei que se tratava de Jack e Kate. Se a ilha for movida para o passado e os Oceanic Six voltarem para lá na sexta e última temporada, ela estará no passado - o que torna absolutamente plausível (dentro do contexto ficção, ok ) o fato dos esqueletinhos descobertos nas cavernas pelo casal logo após a queda do avião serem eles mesmos que voltaram para ilha deslocada para o passado. Entenderam?  

 

A cena de Hurley e Ben dividndo um chocolate mostra o zolhudo totalmente acabado, sem esperanças, fim de carreira. E é sensacional saber - graças aos flasfowards - da incrível capacidade de recuperação do cara, que vai sair de lá e comandar o Sayid na matança geral da turma do Widmore…Ben é o cara! 

 

Namastê!

 

3

de
maio

Fortes e fracos

Lost - s04e10 - Something nice back home

 

 

Controverso episódio.  Jaters adoraram. Muitos odiaram.

 

Não estou em nenhum dos extremos. Mas não entrará na minha lista de favoritos. Primeiro porque é centrado em Jack - personagem que me entedia desde a primeira temporada.  (O personagem, não Mathew Fox)

Mas sempre tenho bons olhos para Lost. Mesmo porque é mais divertido assistir o que se gosta com boa vontade do que reclamar de tudo… 

 

Por menos empolgante que tenha sido, porém, as aparições de Christian Shepard valeram a noite.  Principalmente a final, para Claire. Pelo jeito, ela e Aaron tem papel bem mais essencial na mitologia do que eu esperava.

Como valeu a noite, a ameaça de Jin de quebrar dedo por dedo de Faraday se Charlotte não garantisse o resgate de Sun.

A doença de Jack? Totalmente desnecessária….encheção de linguiça.

O Flashfoward? Não sou Jate, nem Skate. Mas o casal é um marasmo só, é água com açúcar demais, chato mesmo. O irônico é que Kate matou o pai bêbado e depois de tudo, arrumou um noivo bêbado…

 

E fica cada vez mais evidente que Michael Emerson roubou Lost para ele. Episódio sem ele, não é a mesma coisa… 

 

Agora, refletiindo. Este episódio serviu para uma compração interessante.

 

Jack x Sawyer

Jack nasceu em berço de ouro. Teve todas as oportunidades, se tornou um médico conceituado, casou, etc, etc. Tinha problemas no relacionamento com o pai. E daí? Quem não tem um calcanhar de Aquiles na vida.

Mesmo assim, se tornou uma pessoa emocionalmente perturbada. Incapaz de levar um relacionamento amoroso sem paranóia. Indiretamente, causou a morte do pai por sua insegurança, pois Christian volta a beber depois de uma crise estúpida de ciúmes de Jack - o que o leva a perder a licença, ir para a Austrália e morrer de tanto beber.

Com tudo que passou na Ilha, saiu de lá a mesma pessoa, com as mesmas fraquezas e se tornou até mais perturbado (vide o Jack do último episódio da terceira temporada).

Por outro lado, Sawyer nasceu James. Viu seu pai matar a mãe e se matar. Se tornou um golpista, egoista, obcecado por vingança. Foi o renegado dos sobreviventes.

Se vingou e está mais perto da redenção do que qualquer um lá. (e redenção é uma metáfora forte da Ilha). Voltou a ser James. Aos poucos se torna um líder, toma as rédeas da situação e da sua vida.  

É clara a diferença entre as dificuldades que cercaram as vidas dos dois. E o que cada um fez com seus limões…

  

26

de
abril

A Austrália é a chave do jogo

The shape of things to come - 4×09 - 4ª temporada

 

Decididamente Lost me cansa.

Me cansa por me obrigar todas as semanas a tentar inventar adjetivos para descrever o quanto espetacular tem sido a quarta temporada.

Me cansa por roubar horas do meu sono, imaginando o que vai acontecer no próximo episódio.

Me cansa por dominar minhas conversas com o Marido todos os sábados (assisto sempre na noite de sexta).

E me cansa por ficar estressada só de saber que um dia vai acabar.

 

Brincadeiras e rasgação de seda à parte, eu sei que é só TV. Mas, é impossílvel não me maravilhar por saber que a fórmula não se esgota e que os roteiristas conseguem seguidamente me dar alguns dos minutos mais divertidos da semana.

Aliás, antes de Lost, eu jamais tive a curiosidade de saber quem eram os criadores, roteiristas, produtores e diretores dos seriados. No máximo, conhecia alguns diretores de cinema. E só.

Mas Lost trouxe, além de uma história dinâmica e completa - que envolve aventura, romance, drama, ficção, fantasia, suspense, comédia e até ciência - a possibilidade de interagir de muitas maneiras.  Não só completando a narrativa com os jogos de  realidade alternativa, podcasts oficiais, pesquisas variadas e esmiuçando cada episódio em busca de easter eggs, etc, mas também pela interação entre os aficcionados em inúmeras formas de debates virtuais. É TV, só TV, mas é diversão. É um jogo, um grande jogo. E seus idealizadores e realizadores - que se tornaram quase personagens da trama de tão presentes que estão para quem acompanha a série - sabem disto e levam tudo com um bom humor notável.  

 

Mas vamos ao post propriamente dito:

Fiz esta ladainha toda impulsionada pelo excepcional episódio The Shape of Things to Come.

 

 

Mais do que nunca, ficou claro que Michael Emerson roubou Lost para ele. O cara é O Cara. E Ponto.

Nem vou comentar sobre a atuação porque é indiscutível o domínio de cena que ele tem e já falei isto um trilhão de vezes - não só eu como um zilhão de blogueiros comentaristas - e apesar de não gostar de unanimidades, me rendo ao senhor dos olhos esbugalhados - onde você estava antes? e Emmy nele, please.

O mais impressionante, porém, é o carisma do personagem - aquele vilão que te faz entender seus motivos e até torcer para ele.

Ver este vilão, pela primeira vez, expressar um sentimento genuíno  foi impactante. Como impactante ao extremo foi a execução da Alex.

 

 

 

Juro que não esperava este desfecho.

 

Mas fica difícil eleger o maior acontecimento deste episódio.

Sem tempo para respirar, vimos a seguir a mais fantástica aparição do Mostro de Fumaça, vulgo Lostzila. Juro que pulei, gritei e esmurrei meu pobre Marido. E quero uma camiseta com a frase: Sou fã do Monstro de Fumaça.

A cena até me lembrou um trecho da versão estendida de As Duas Torres - quando os orcs fogem para a floresta e os ents acabam com sua raça.

 

 

E apesar de ter sido tudo muito intrigante e revelador (por isto amo Lost - você acha que entendeu, aí descobre que não entendeu nada e tem que ler nas entrelinhas para saber exatamente quais perguntas foram respondidas  - e sempre tem alguma resposta), apesar da performance de Ben, do flashfoward hiper explicativo a la Indiana Jones e identidade Burne, apesar do encontro sinistro entre Ben e Widmore, meu eleito melhor momento fica mesmo para o conglomerado de monóxido de carbono, meu novo personagem preferido!

 

E confesso que toda vez  que a mudavam o foco para a praia eu queria avançar o DVD. Que saco! Eu não tenho mais paciência para o Jack e para a Kate pagando de gatinha….A dupla perdeu espaço - pelo menos por hora - Dane-se o Jack, que morra de apendicite, não vai fazer falta. E a Kate-churrascaria com seu rodízio - Sawyer-Jack-Jack-Sawyer já encheu também.

Aliás, senti um climinha entre Sawyer - agora mais James do que nunca - e a Claire. Seria legal, já que a loirinha deixou de ser tão azeda na era pós Charlie. Isto aí, bonitão, a fila anda e a freckles já era.

 

Só explicando o título - Hugo solta esta frase logo no comecinho do episódio se referindo ao jogo War. E acho que não foi por acaso.  Talvez na Australia esteja a maneira de voltar à ilha…

 

Ps - esqueci da melhor frase: Ben para Sayid: Se sua dor se tornar raiva, ela nunca passará…

 

Já é quinta-feira?

Namastê!

 

22

de
abril

A mídia, o povo, e o nojo

Não é de hoje que abomino qualquer tipo de reality show. Considero este tipo de aberração um perigoso jogo psicológico que expõe características humanas que deveríamos nos envegonhar - tanto de quem assiste, como de quem é assistido.

Os programas abriram uma porta que deveria ter se mantido fechada eternamente. Depois de todo tipo de exposição, invadir a privacidade alheia deixou de ser politicamente incorreto. Comenta-se sem o mínimo pudor sobre intrigas, traições. Torcer pela derrota, pela vergonha, pela humilhação pública deixou de ser degradante. O pior lado da humanidade foi exposto, e o público vibrou, aplaudiu. De Big Brothers a mães e pais incompetentes, todos querem opinar sobre a vida de outros.

E a ficção perdeu a graça. O sadismo exige um caso real, com sofrimento real, não fingido. Um assassinato supostamente cometido pelo próprio pai e pela figura maléfica da madrasta que aterroriza e faz misérias contra suas enteadas, então, é o prato cheio para um senso comum estúpido e uma mídia desprovida de ética.

O que tem sido visto no caso desta pobre menina Isabella é um circo de horrores onde mídia e população se complementam na exploração de uma tragédia grega.

Mentes acéfalas em geral acompanham o caso como um reality show. Escrevem teorias, passam horas se deliciando com cada detalhe da desgraça. Disfarçada de solidariedade, a doentia necessidade de tragédia humana atingiu o ápice. Como vampiros, absorvem cada mínimo resquício de sangue para que o subcosciente se traquilize por aquilo não ter ocorrido com sua família, por não terem sido eles os autores do ato.   

Seja quem for o culpado, o crime é brutal e deve ser punido. Isto é óbvio. O caso é absurdamente trágico sobre todos os ângulos. E remete a posições contraditórias da sociedade.

Primeiro há a hipocrisia de concentrar toda indgnação em um único ato, esquecendo-se das inúmeras crianças vítimas de violência em todos os níveis da sociedade - e das crianças que já nascem jogadas do sexto andar - sem chance de futuro algum.

Por outro lado,  reforça a ideologia da esquerda cega brasileira, que justifica os atos bárbaros cometidos por pobres e os qualifica como vítimas do sistema, classificando atos criminosos de membros da classe média ou rica como piores. Sob esta ótica, se um playboy filhinho de papai comete um crime, ele merece punição maior do que um Champinha da vida simplesmente porque ele teve uma vida melhor do que a da maioria. Portanto, um casal classe média deve ser mais execrado do que um psicopata nascido na favela. Afinal, "a casa dele é mais bonita que a minha…."

Isto é justo? Na minha ótica não. A punição e a indignação devem ser semelhantes.

 

Uma investigação realizada sob um clamor popular tão insano corre o risco de pecar por vários aspectos e dificultar a punição por ilegalidades gritantes. Tamanha pressão compromete qualquer tipo de análise.

Enquanto desocupados em geral se divertem no canaval da irracionalidade, oportunistas fazem trilha sonora para a tragédia. Políticos, delegados e promotores se deleitam pensando na próxima eleição e a mídia transforma a mãe da garota em celebridade - exatamente como nos reality shows. Padres promovem shows e contabilizam o crescimento de seu rebanho. 

Fantasiado e acenando para as câmeras, o povo já decretou o culpado e exige suas cabeças. Aldeões pegaram suas tochas e montaram a forca. Enquanto pedem justiça e o mancham o nome da vítima com gritos similares aos das torcidas no estádio de futebol, riem como se estivessem em uma festa, felizes por terem encontrado quem culpar por suas vidas tão medíocres.  

Discutir se a culpa de tudo isto é exclusivamente da mídia é como perguntar quem nasceu primeiro - o ovo ou a galinha. Desprovidos totalmente de ética, racionaldade e até dos conceitos básicos de apuração jornalística, os meio de comunicação respondem ao apetite humano por comoção.

Exercem papel importante, mas não determinante. Esquecem o profissionalismo, tornando notícia o que pela teoria mais básica do jornalismo não é notícia. Como sempre, se furtam do papel crítico e comemoram os pontos de audiência, os jornais e revistas vendidos, os acessos ao site.  

Pobre menina. Já lhe tiraram a vida. Agoram vendem algodão doce em cima de sua tragédia.

 

Antes de tomar pedrada - não estou defendendo os assassinos. Seja ou sejam que forem, devem ser punidos como estão sendo punidos a Richitofhen e seus comparsas. o Maniaco do Parque, etc, etc, etc e como deveria estar sendo punido o Champinha (não passando férias em uma instituição que mais parece uma casa de repouso).

Qualquer comentário ofensivo como tenho visto em blogs que emitiram opinião semelhante será apagado e o IP identificado e denunciado. Portanto, histéricos desocupados, vão assistir o Datena e mantenham distância.

Meu blog, minhas regras .

 

Isto não se aplica aos comentaristas costumeiros deste blog, todos sempre muito civilizados.

 

UP - Após escrever este post, blovagando por aí encontrei este artigo extremamente lúcido. O outro lado, aquele no qual não queremos nos colocar.

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